Lideranças do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) estiveram, na manhã de ontem, no Ministério Público do Estado (MP), para reclamar que o governo de Simão Jatene não está pagando o novo piso nacional dos professores que, a nível nacional, passou por reajuste a partir de 1 de janeiro deste ano.
O novo piso salarial é de R$ 1.917,87. Porém, até o momento, nenhuma alteração no contracheque foi efetuada. “Viemos antecipar a situação da educação pública. Como ela está precária. O argumento das autoridades é que não tem recurso para pagar os professores. Procuramos o MP para denunciar. Não tivemos nenhuma alteração no contracheque em janeiro. Nem em fevereiro’’, enfatiza o coordenador geral do sindicato, Williams Silva.
Em conversa com a segunda promotora de justiça de direitos constitucionais fundamentais dos direitos humanos, Suely Catete, a categoria expôs os pontos nos quais exige mudanças. “Até o momento eles ainda não protocolaram um documento oficial. Pelo menos ainda não chegou em minhas mãos. Conversamos e eles expuseram a sugestão de uma possível paralisação devido aos salários e PCCR. O MP só pode atuar de forma administrativa pública’’, enfatiza.
Se até 15 de março o governo do Estado não dialogar, eles se reunirão em assembleia geral para decidir o início da greve. O sindicato ainda se organiza para a “Marcha em Defesa da Escola Pública’’, marcada para 19 de março, a partir das 9h. A finalidade é mobilizar a todos a se preparar para paralisar as atividades por tempo indeterminado.
Em nota, a Secretaria de Estado de Administração do Pará (Sead) afirma que no último dia 30 de janeiro, foi realizada uma reunião entre Sead, Secretaria de Estado de Educação e Sintepp quando ficou prevista para o início de março um novo encontro com o sindicato para que o governo apresente uma posição sobre o pagamento do piso nacional.
“A Sead informa ainda que devido o percentual de 13,01% representar um aumento mensal de cerca de R$ 33 milhões na folha de pagamento do Estado, a exemplo de 16 Estados da Federação, ainda está fazendo a avaliação do impacto no comprometimento de gastos com pessoal”.
(Diário do Pará)
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