Todos os dias, centenas de mensagens de alerta ou correntes são passadas através do aplicativo de celular de troca de informações instantâneas, o WhatsApp.
Entretanto, mesmo encaminhando informações com teor relevante e de serviço à sociedade, o aplicativo também serve para algumas pessoas se esconderem por trás do anonimato da tecnologia e espalharem o terror entre a população que, inconscientemente, acaba servindo de instrumento para proliferar a boataria.
Esta semana, em Belém e região metropolitana, circularam diversos “alertas” para que os moradores de cinco bairros não saíssem de suas casas, a partir das 22h de hoje, pois haveria uma matança. As mensagens foram rapidamente repassadas para diversos grupos do aplicativo, o que provocou pânico.
“Atenção: haverá ‘limpeza’ nos bairros Terra Firme, Jurunas, Barreiro, Cremação e Tapanã (vai morrer só vagabundo) por isso cidadãos de bem, não saiam de suas casas a partir de quinta-feira, 12/03, às 22hs”, afirmava a mensagem, que seguia dizendo que “está vindo ordem de dentro dos presídios para matar policiais e parentes de militares.
Já que a “porcaria” dessas leis só protegem “vagabundo”, vamos reagir da nossa maneira. Cidadãos de bem que Deus proteja vocês”, é o que diz a mensagem que vem sendo repassada a vários usuários e que, inclusive, foi repassada ao WhatsApp do DIÁRIO centenas de vezes, com os internautas perguntando se o teor dessa mensagem seria verídico.
O “alerta” termina com o pedido para que todos que recebessem, transmitissem o conteúdo para o maior número de pessoas possível. “Repassem pra geral. Já fiz a minha parte”, exclamava o texto.
A reportagem procurou as autoridades policiais para dar uma resposta à população, que se sente temerosa com esses avisos, regulamente sendo passados através da internet, mas qualquer hipótese da mensagem ser verídica foi negada.
Em nota, a assessoria de comunicação da Polícia Militar esclareceu que as referidas mensagens não têm fundamentação e que o efetivo de policiamento nestes bairros foi recentemente intensificado com operações de fiscalização e ronda de viaturas e motocicleta.
A PM informa ainda que qualquer informação por parte da população pode ser feita via 181 - Disque-Denúncia ou para o Ciop 190. A reportagem também procurou a assessoria da Polícia Civil, mas, em resposta foi informada que da parte da Polícia Civil não há nada de oficial a respeito dessas mensagens. Portanto, não caberia entrevista nem posicionamento.
(Diário do Pará)
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