Para a professora Isabel Henriques, os sistemas aquáticos, como o lago Água Preta, compõem um ambiente de fácil disseminação das bactérias resistentes, o que faz deles uma fonte real de contaminação para humanos. Isso acontece, segundo a pesquisadora, porque as pessoas acabam tendo contato contínuo com as águas contaminadas.
“Essas águas, mesmo após o tratamento, ainda podem conter bactérias resistentes”, afirmou a pesquisadora portuguesa, fazendo – não deliberadamente, diga-se – um instigante contraponto à posição tranquilizadora manifestada pela companhia paraense de saneamento.
A cientista portuguesa observou que a falta de saneamento e o despejo de esgotos nesses reservatórios contribuem para a resistência das bactérias. “Apesar de a resistência a antibióticos ser uma característica natural em alguns microrganismos, a sua disseminação para outros grupos bacterianos tem sido promovida pela ação do homem”, advertiu.
(Diário do Pará)
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