Após um ano do desabamento de parte da ponte sobre o rio Moju, a sociedade foi convocada para entender o processo de reconstrução da ponte em audiência pública realizada ontem, na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (AL).
Depois de mais de duas horas entre discursos e respostas do governo na tentativa de explicar a demora nas obras, representantes da sociedade civil disseram que irão acompanhar a obra para cobrar as providências, caso os prazos não sejam cumpridos. “Demorou muito tempo para que nós fossemos chamados para conversar. O governo pecou quando não socializou as informações da obra e a população é que está sendo prejudicada com perda no comércio e em todas as áreas, como no aumento da criminalidade. O governo diz que esse tempo era preciso para que fossem feitas as análises e estudos, mas nós não acreditamos. Quem vive lá e sente na pele a situação, sabe do que está passando, das dificuldades”, contou o morador Waldinei Negrão.
Para o líder da bancada do PMDB, Iram Lima, que convocou a audiência pública, muito pouco foi esclarecido sobre o projeto. “A única coisa que o secretário de Transportes (Ismar Pereira) disse é que a obra vai ficar pronta no final de 2015, mas isso é muito pouco para o que nós pretendíamos ouvir hoje aqui”, afirmou. “Em 21 de outubro disseram que até o final de fevereiro, a obra estaria pronta. Depois de um ano, a obra não foi concluída. O governo tem que dar uma resposta à sociedade paraense, porque não envolve apenas o desenvolvimento daquela região, mas afeta o desenvolvimento do Estado”, completou.
Responsável pela realização da obra o secretário de Transporte do Estado, Ismar Pereira disse que a segunda etapa custará R$ 37 milhões de reais. “A segunda etapa da obra corresponde à exatamente a reconstrução da ponte e custará R$ 37 milhões e o conjunto das etapas, R$ 44 milhões, em contrato feito por licitação. O prazo é que fique pronta em 31 de dezembro deste ano ”.
O vereador de Moju Clécio Medeiros revelou que durante o período da primeira etapa, a população foi a parte mais prejudicada. “A ponte era o nosso direito de ir e vir e o feriram quando negligenciaram a sua reconstrução em um ano. Está faltando coerência dos nossos governantes. Dizem que estão fazendo melhorias, mas na prática, nada existe. Dizem que há uma balsa, de graça, no município, mas nós estamos pagando com nossos impostos por esse serviço”.
(Diário do Pará)
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