Com a proximidade do Dia das Mães, lojistas do Centro Comercial de Belém sentiram ontem uma queda nas vendas que haviam começado a aquecer durante esta semana. Na rua Santo Antônio, o fluxo de pedestres era menor e dentro das lojas havia pouco movimento. Na sessão de sapataria e acessórios de uma loja de departamentos, cinco vendedores aguardavam a entrada de clientes. Um dos funcionários, Adriano Pereira, é morador do município de Santa Bárbara. Ele conseguiu ainda cedo pegar um ônibus, mas teve que seguir viagem andando e chegou atrasado.
“No caminho, o motorista avisou que teria que parar na BR-316, em frente ao Conjunto Júlia Seffer. Os passageiros desceram e eu segui até em frente à Unama, onde estavam passando outros ônibus, até chegar aqui”, relatou.
Segundo o gerente da sapataria, Carlos Miranda, por causa da greve, foi dada uma tolerância extra para a chegada dos funcionários. “A entrada aqui é às 8h45, mas hoje (ontem) estamos dando até o meio-dia para eles conseguirem chegar, porque é compreensível a situação”, alegou.
Já na rua Manoel Barata, em uma loja de confecção feminina e masculina, já está exposto em todos os lugares avisos de liquidação para o Dia das Mães, como meio de atrair mais clientes, com formas de pagamento facilitadas e descontos de até 40% em algumas peças. Mesmo assim, o gerente Henrique Bulhosa teme prejuízos. “Ontem (anteontem) as vendas melhoraram muito, hoje (ontem), por causa da greve, já diminuiu porque algumas pessoas não vão sair de casa para enfrentar horas aguardando ônibus e ainda enfrentar a lotação dos poucos que passam. Os prejuízos durante a greve a gente só vai conseguir estimar no fim de cada dia”.
Mas teve quem aproveitasse a maior tranquilidade do Comércio para ir às compras, De moto, o casal Hildo e Daniely considerou as ruas bem movimentadas de veículos. Por outro lado, ficou mais fácil transitar pelas calçadas.
(Diário do Pará)
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