Há mais de um ano aguardando pela entrega das chaves de um apartamento localizado no empreendimento Super Life Ananindeua, da construtora Building, próximo à avenida Independência, em Ananindeua, o auxiliar administrativo José Alles Júnior resolveu denunciar o caso ao DIÁRIO, acusando a construtora pelo atraso da obra e por falta de comprometimento com os clientes.
O comprador conta que ingressou com uma ação individual na Justiça em outubro do ano passado. “Fui fazer a vistoria e percebi que meu bloco estava trocado.
Venderam para a gente de um lado e nos trocaram para o lado que dá para a avenida Independência, que é muito movimentada, fora que minha esposa e minha filha têm alergia e lá tem muita poeira. Entrei com a ação alegando essa troca, o atraso de entrega e por danos morais. Até onde sei, umas 20 pessoas já entraram com ações”, relata.
José adquiriu o imóvel durante o Feirão da Caixa em 2011 e terminou de pagar a parte da construtora em 2012. Em seguida, começou a pagar a taxa de evolução de obra sendo que, no contrato, o prazo de entrega estava previsto para dezembro de 2013, o que não ocorreu até hoje. O auxiliar administrativo diz que se sente lesado, pois, além do atraso, o empreendimento apresenta outros problemas.
MUDANÇAS
“Eles mudam a data de entrega cada vez que a gente liga. Agora está para 29 deste mês ou dia 1º (junho). Na última vez que liguei, eles falaram que está faltando a Celpa concluir o serviço de instalação da rede elétrica, que seria agora dia 25. No dia 11 (maio), a construtora chamou para uma reunião para a escolha da síndica, mas não nos entregaram a ata da reunião e, por isso, não podemos entrar com uma ação conjunta. Uma parte do muro que cerca o condomínio já até desabou e temos fotos que comprovam que está torto”, disse.
A construtora é acusada ainda de ter feito propaganda enganosa aos clientes. “Disseram que teria um lago no meio do condomínio, quando compramos o apartamento na planta, mas não fizeram nada disso. O asfalto está muito fino e a caixa d’água estourou na primeira vez que encheram. Como tem muita gente pagando aluguel, a gente teme que eles entreguem sem se comprometer a reparar esses problemas. Lá são 12 blocos com 240 apartamentos e nenhum foi entregue. Queremos que a construtora dê uma data certa e faça um termo de compromisso para consertar essas falhas, mesmo que estejamos morando lá”, ressalta Júnior.
A reportagem tentou fazer contato por meio do telefone disponibilizado no site da construtora Building, porém ninguém atendeu às ligações. Pediu nota para esclarecimento via email, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.
(Diário do Pará)
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