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Desenvolvimento depende de projetos estruturantes

Na correspondência ao Ministério dos Transportes, o senador Jader Barbalho observou que o derrocamento do Pedral do Lourenço não é uma obra isolada, mas elo de uma cadeia que deve se completar com a Hidrovia do Tocantins, a operacionalização plena das ecl

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Na correspondência ao Ministério dos Transportes, o senador Jader Barbalho observou que o derrocamento do Pedral do Lourenço não é uma obra isolada, mas elo de uma cadeia que deve se completar com a Hidrovia do Tocantins, a operacionalização plena das eclusas de Tucuruí, a ampliação do porto de Vila do Conde, a implantação do porto multimodal de Marabá, a pavimentação das rodovias Transamazônica e Cuiabá/Santarém e ainda a construção do ramal ferroviário da Norte/Sul ligando o município de Açailândia, no Maranhão, ao município de Barcarena.

Além das obras citadas, ele disse que espera ainda, para um futuro próximo, a construção do porto marítimo do Espadarte, em frente a Curuçá, também interligado à Norte/Sul com traçado pelos municípios polos de Paragominas e Rondon do Pará. Somente com esses projetos estruturantes e uma cadeia logística adequada, conforme frisou, é que o Pará poderá verticalizar as suas cadeias produtivas, especialmente a do setor mineral, com empreendimentos siderúrgicos e a consequente implantação de um polo metal mecânico nas regiões sul e sudeste do Estado.

Além da presidente Dilma Rousseff e do ministro Nelson Barbosa, cópias do ofício endereçado ao Ministério dos Transportes foram dirigidas também, por decisão de Jader Barbalho, à direção da Faculdade de Engenharia Naval do Pará e a todas as entidades representativas do empresariado paraense – a Associação Comercial do Pará e as três federações que congregam o setor produtivo: Faepa (agricultura e pecuária), Fiepa (indústria) e Fecomércio.

Em sua correspondência, Jader Barbalho deixou claro que postergar obras como o derrocamento do Pedral do Lourenço e a consolidação da Hidrovia do Tocantins é prestar um desserviço ao Pará e ao Brasil.

O senador observou, a propósito, que nada impede a abertura de um canal de navegação com 70 metros de largura, como propôs o estudo da UFPA. Da mesma forma, acrescentou, é inexplicável a exigência de que o rio Tocantins, no trecho onde estão as formações rochosas, não possa sofrer restrições à navegação nas estiagens severas, como acontece na hidrovia Tietê/Paraná, hoje a maior do Brasil, e também em outras partes do mundo.

O senador questionou ainda o Ministério dos Transportes sobre a razão pela qual o Pedral do Lourenço tem que ser construído com sua capacidade plena, ideal, quanto poderia ser posto em operação com capacidade menor e ir se adequando, por meio de intervenções pontuais, conforme o crescimento da demanda.

Exemplos similares existem no mundo inteiro, disse Jader, citando como exemplo o Canal do Panamá, duplicado depois de um século. “Aqui mesmo no Pará temos a Estrada de Ferro Carajás, que está há quase 30 anos operando em via singela e que somente em 2017 atingirá sua capacidade ideal, com a duplicação resultante da interligação de seus 54 pátios de manobra”, completou.

(Diário do Pará)

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