A caminhada pela paz, realizada neste domingo (31), foi finalizada com um grande abraço dado em torno do Theatro da Paz, na Praça da República. De mãos dadas, os manifestantes pediram o fim da violência.
A manifestação começou por volta das 9h e reuniu, aproximadamente, 300 pessoas, a maioria, familiares e amigos de vítimas da violência, como Andrelina Pereira, teve o filho assassinado na porta de casa, por quatro assaltantes. O último desejo dela antes de morre é reencontrá-lo.
“Eu queria ainda encontrá-lo para dizer o quanto fez a minha família sofre”, disse a Andrelina, que ainda complementa. “O problema são as leis que estão ‘caducas’ e que ninguém respeita”, comenta a senhora.
A caminhada seguiu pela avenida Pres. Vargas, onde houve manifestações de solidariedade e homenagens as vítimas da violência em Belém, e foi até o Teatro da Paz onde foi finalizada com grande abraço.
(Foto: Reprodução/Twitter)
A ação lembrou vários temas em volta da segurança, um deles foi a redução da maioridade penal. “Sou a favor da redução da maioridade penal. Acreditamos que talvez melhore algo, assim como temos esperanças que atos como essa caminhada chame a atenção da sociedade”, comentou Edileide Vieira, tia de Katiussa Vieira, cobradora de ônibus, morta em um assalto, no inicio do ano.
Para alguns que passaram pelo drama da violência, o sentimento é de revolta. “A polícia prende e depois a justiça solta. Esse é um dos problemas e espero que essa caminhada sensibilize as autoridades”, comentou uma familiar de Lucas Costa, morto na semana passada.
A mãe do rapaz, a assistente social Lucia Cortez da Silva reconhece a deficiências do governo, mas acredita que a união das pessoas possa melhorar a situação. “A gente funciona junto, se nos unirmos agora conseguiremos um mundo melhor amanha”, finalizou a mãe de Lucas.
O Movimento pela Vida – Movida, recolheu assinaturas para abaixo assinado que pede audiências públicas para debater sobre a segurança no Estado do Pará.

(Foto: Maycon Nunes)
(DOL)
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