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Posto fica alagado e sem atendimento

Empurrando o filho de nove meses no carrinho de bebê, a dona de casa Iracelia Amaral chegou, na manhã de ontem, na Unidade de Saúde do Jaderlândia I, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, à procura de atendimento médico para criança, porém teve qu

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Empurrando o filho de nove meses no carrinho de bebê, a dona de casa Iracelia Amaral chegou, na manhã de ontem, na Unidade de Saúde do Jaderlândia I, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, à procura de atendimento médico para criança, porém teve que voltar porque o posto estava fechado.
Assim como Iracelia, várias outras pessoas que buscaram por atendimento na unidade passaram pela mesma situação. O motivo é que, no último sábado, 30, o posto alagou após uma chuva. A vacinação foi feita de forma improvisada. Entretanto, serviços como teste de pezinho, consultas, entrega de medicamentos e marcação de atendimento foram suspensos desde a última segunda-feira, 1.

A manicure Grabriele Coelho, 33 anos, chegou ao local para pegar medicamento controlado para o filho de 12 anos, que tem necessidades especiais, mas não conseguiu. “Essa é a segunda vez que eu venho aqui. Eles ficam empurrando a culpa e ninguém resolve nada. Agora, com esse alagamento, as coisas pioraram bastante porque nem os médicos podem atender em uma sala cheia de água. Se meu filho não tomar os remédios, ele fica em crise. Hoje estou apavorada que isso aconteça”, lamentou.

A população relata outras situações de caos na unidade. Lúcio Modesto fraturou o joelho esquerdo. Desde então, procura tratamento no local. Há quatro meses ele espera para marcar um exame e não consegue. “Venho aqui e eles nunca marcam. A resposta é sempre a mesma: volta amanhã. E não resolvem nada. As pessoas dormem na fila, correm risco e voltam para casa sem conseguir nada. Essa é a situação da saúde do Pará”, desabafa.

Há cerca de cinco dias com febre, a aposentada Maria de Lourdes da Fonseca, de 69 anos, também procurou a unidade. Com dores no corpo, ela sentou na porta do posto e lamentou o descaso para com a saúde pública. “Esse posto nunca tem nada. Falta tudo. As salas não prestam. As paredes têm rachaduras, infiltrações. Nada funciona”.

Segundo funcionários, a insegurança também é grande. No último domingo, um grupo armado teria entrado no espaço. “Eles entraram para pegar um cara que estava aqui. Foi horrível. Ficamos todos com medo. Esse posto é muito inseguro. Sempre tem assalto. Os bandidos entram, pegam as coisas e vão andando livremente”, contou uma servidora que preferiu não ser identificada. O DIÁRIO procurou a Secretaria de Saúde de Ananindeua, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

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