A família de Wilson dos Santos Torres, de 75 anos, está preocupada com o idoso, que já está há um mês sentindo dores na região da bexiga, mas até agora não conseguiu obter o diagnóstico da causa das dores. A família que mora em Outeiro se mobilizou depois que a cuidadora dele disse que o idoso, que morava no bairro da Pedreira, estaria passando dias sem andar e sem comer por causa de fortes dores.
A sobrinha dele, Vânia Torres contou que ela e a mãe foram a alguns locais em busca de tratamento para Wilson, mas não foram bem atendidas. “Primeiro, minha mãe levou ele na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Icoaraci e o médico, sem fazer exames detalhados, disse que ele estava com tuberculose, que deve ser tratada em casa e não no hospital”.
Em casa, no outro dia, o idoso voltou a reclamar de dores e foi levado até a urgência da Unidade de Saúde de Outeiro. “Chegamos lá e ele fez exame de escarro e constou que não era tuberculose. Mas o médico nem olhou direito para o meu tio e disse que até daria um encaminhamento para ele se tratar no Pronto-Socorro, em Belém, mas que isso não adiantaria”, relatou.
Agora, morando com a irmã, em Outeiro, distrito de Belém, o quadro de saúde dele só tem se agravado. Vânia relatou que Wilson está cada vez mais debilitado. “Agora ele não fala, não anda e, de fralda, só está urinando normalmente. Minha mãe resolveu trazer ele pra Outeiro porque fica melhor para cuidar dele, mas somos pobres, sem conhecimento e sem condições de fazer tratamento particular”, contou.
DIFICULDADES
Uma série de problemas estaria dificultando o acesso da família e da comunidade local à saúde. “Moramos no bairro Água Boa, mas o posto de saúde não tem recursos para atendimento digno. Nós gostaríamos que ele passasse por exames clínicos e específicos para saber o que tem, mas quando vamos ao posto só tem um único médico que trata bem as pessoas. Se alguém precisa de ginecologista não tem, nem medicamentos tem. Falta até papel. Os funcionários precisam tirar cópia de guias para dar aos pacientes”, contou Vânia.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que não deu retorno até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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