“As escolas estão se organizando. A maioria absoluta dos colégios da Região Metropolitana de Belém se negaram a se submeter ao calendário de reposição de aulas do governo. Vamos lutar contra o desconto dos dias parados”, afirmou Alberto Andrade, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp). Segundo os professores, a atual proposta de calendário é irregular e representa uma “vingança do governo do Estado”.
“O sindicato está orientando os trabalhadores a não aderirem ao calendário do governo, que deveria ter iniciado no sábado (13), mas que não começou por falta de professores”, continuou Alberto. “Nós queremos repor as aulas sem prejudicar os alunos, mas apenas depois de negociar o corte dos pontos. Nada ocorrerá se permanecer nesses moldes”.
Segundo o Sintepp, o governo quer realizar a reposição da aulas através da contratação de professores em regime de hora extra, mantendo os descontos dos dias em que a categoria estava de greve.
“Além do pagamento ser menor que o nosso ponto, o desconto retira o dereito a alguns benefícios dos trabalhadores. O calendário do governo de repor aulas em julho também é anti-pedagógico, e acaba não funcionando, prejudicanto inclusive os alunos. O correto é estender o final do ano letivo".
Os professores deverão entrar com um pedido no Ministério Público Federal para que o órgão acompanhe a elaboração e cumprimento do calendário de reposição de aulas. O Sintepp afirma que realizará fiscalizações nas escolas para acompanhar a situação de cada unidade de ensino, entre outras mobilizações. “As escolas estão se organizando com os alunos para manifestações isoladas. Também vamos cobrar as reformas, combate à violência e falta de seguranças na educação. Apenas começamos”, concluiu o coordenador.
(DOL)
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