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Tratamento de paciente está parado

Há 3 anos, Lourival Menezes Brandão, 45, foi diagnosticado com câncer de próstata. Sem acompanhamento médico nem quimioterápico, a família sofre ao vê-lo definhar em uma cama, na própria casa, no bairro do Curuçambá, no município de Ananindeua. Lourival n

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Há 3 anos, Lourival Menezes Brandão, 45, foi diagnosticado com câncer de próstata. Sem acompanhamento médico nem quimioterápico, a família sofre ao vê-lo definhar em uma cama, na própria casa, no bairro do Curuçambá, no município de Ananindeua. Lourival não anda, sente dores pelo corpo, tem dificuldades na fala e se alimenta apenas de líquidos.

Há cerca de 2 meses, o caso foi mostrado pela RBATV, que mostrou a família denunciando a falta de atendimento pelo Hospital Ophir Loyola. Em seguida, o hospital garantiu o tratamento de quimioterapia que, segundo familiares, se resumiu a quatro sessões.

CONSULTA

Na tarde de ontem (15), a família recebeu a notícia de que Lourival seria tratado por outro médico. Na mesma hora, o irmão do paciente, Ivonildo Carneiro Brandão Júnior, 37 anos, tentou marcar uma consulta, mas foi informado de que o médico só estará disponível em agosto.

“Quando estivemos lá, o doutor Rubens, que era quem o atendia, disse que ele seria atendido por outra equipe médica. Sentimos que ele está piorando, estava andando e agora não anda mais. Só quando o levantamos. Ele não toma soro, não toma nada. Só temos remédio para dor’’, diz Ivonildo.

Lourival mora com o irmão e os pais, um casal de idosos. A família, humilde, é ajudada pela líder comunitária Elizia Melo de Souza, 49 anos, vizinha do doente. “O hospital não dá nem coquetel para ele tomar, soro, nada. Ele está debilitado’’, reclama Elizia.

Ela lembra que Lourival trabalhava como ajudante em uma fazenda. Elizia e os familiares não se conformam com o fato de as sessões de quimioterapia terem sido suspensas e da falta de um médico para cuidar de Lourival. “Se trocaram o médico dele por outro, Lourival precisava, pelo menos, fazer uma avaliação. Não dão suporte nenhum. Ninguém fala nada. Só dizem que é para aguardar até agosto’’.

Em nota, o Ophir Loyola disse que o serviço social do hospital irá convocar Lourival Brandão para apresentar o programa de tratamento e alteração da clínica que irá fazer a assistência no hospital. “O paciente deve procurar, na manhã desta sexta-feira, 17, o Serviço Social para receber todas as orientações necessárias”, diz a nota.

(Diário do Pará)

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