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Mesmo com dores, idoso recebe alta

Por não receber um diagnóstico fechado sobre o estado de saúde do avô Lourival Nunes, de 84 anos, a estudante Caroline Nunes, de 22 anos, afirma não saber como proceder para ajudar o familiar. Na manhã de ontem, o idoso recebeu alta do Pronto-Socorro Muni

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Por não receber um diagnóstico fechado sobre o estado de saúde do avô Lourival Nunes, de 84 anos, a estudante Caroline Nunes, de 22 anos, afirma não saber como proceder para ajudar o familiar. Na manhã de ontem, o idoso recebeu alta do Pronto-Socorro Municipal do Guamá, mesmo sentindo dores. A neta ainda contou que o idoso passou a madrugada de quinta-feira (16) sentado no corredor.

Caroline aguardava o avô sair de alta depois de ficar um dia internado no PSM do Guamá. Segundo ela, o idoso sentiu fortes dores e foi levado ao Hospital Regional Abelardo Santos, no distrito de Icoaraci, onde o médico não soube dizer ao certo o diagnóstico. “Ele disse que podia ser apendicite ou um nódulo. Não queriam nem disponibilizar uma ambulância para levá-lo até o PSM, sugeriram que a gente trouxesse por conta própria, ficamos esperando cinco horas até conseguir uma”, disse.

Já no PSM do Guamá, Lourival fez o exame de ultrassonografia que, segundo a neta, não apresentou qualquer problema. “Aqui mesmo, o médico disse que era sintoma de apendicite, mas fizeram uma ultrassom e agora dizem que não é nada. Ele teve crises. Quando o médico toca nele, ele grita de dor”, diz. Ela reclama que o hospital quer liberar o idoso, mesmo ele sentindo dores. “Querem mandá-lo para casa. A gente fica preocupado, porque ele já tem uma idade avançada e não pode caminhar para outro hospital, porque não tem outro. A gente sabe que ele vai ter outra crise. Meu avô não está bem”, disse.

Caroline ainda contou que o avô passou a madrugada sentado em uma cadeira no corredor, enquanto tomava soro na veia, e que o ambiente apresenta riscos a acompanhantes e pacientes. “É uma carnificina, lá dentro. Já vi idoso tomando soro em pé, porque não tinha onde deitar ou sentar. Tinha uma mulher esperando mais de 24 horas para trocar o curativo e ninguém fazia nada”. O Hospital Abelardo Santos e a Secretaria Municipal de Saúde foram procurados, mas não se manifestaram até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

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