Nem a extensa fila que se formava, na tarde de ontem, na Praça do Operário, em São Brás, conseguiu desanimar os veranistas que aguardavam o transporte com destino a Mosqueiro, distrito localizado a 70 quilômetros de Belém. O sol forte também não foi empecilho para quem pretendia aproveitar o terceiro fim de semana de julho no balneário.
A Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informou que a linha Mosqueiro-São Brás ganhou reforço, neste mês, de 27 veículos extras nas sextas-feiras, 30 veículos aos sábados, 70 veículos aos domingos e outros 20 ônibus nas segundas-feiras, todos somados aos 20 ônibus que já fazem a linha regularmente.
A professora Priscila Lameira, 28 anos, disse que já imagina fila antes de seguir viagem. Ela que mora no município de Castanhal, no nordeste do Pará, fez uma passagem por Belém a trabalho e resolveu antecipar a ida a Mosqueiro acompanhada dos dois filhos. “Apesar de dar muita gente lá, sempre ficamos em um local mais calmo, próximo da vila. Vamos passar o fim de semana na casa de parentes”, conta.
A sexta-feira também foi movimentada no Terminal Rodoviário de Belém, em São Brás. Segundo a Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda (Sinart), responsável pela administração do terminal, para cada final de semana deste mês são esperados em torno de 32 mil passageiros. O gerente de uma empresa de transporte rodoviário intermunicipal e interestadual que opera no local, Israel Santiago, 34 anos, disse que o fluxo de passageiros aumentou em cerca de 60% neste fim de semana, em relação a semana anterior.
ALGODOAL
Ansioso para visitar a praia de Algodoal pela segunda vez, o estudante de direito Gabriel Naiff, 20 anos, calculava que chegaria à cidade de Marudá por volta das 21h de ontem. O jovem contou que vai para o balneário acompanhado de amigos. “Se ainda tiver barco atravesso hoje (ontem) mesmo para Algodoal”, afirma.
No Porto do Arapari, no bairro da Cidade Velha, os destinos mais procurados eram Vila do Conde, em Barcarena; Abaetetuba e Cametá. Os valores cobrados pelas passagens de transporte fluvial para os locais são, respectivamente, R$ 12,60; R$ 14,40 e R$ 36,40. A funcionária do porto, Roseli Costa, 42, explicou que os valores variam de acordo com o tempo de viagem. “Para Cametá, a viagem dura quase 6 horas. Já Vila do Conde é uma hora e meia”, ressalta.
Atraso e falta de estrutura irritam usuários.
(Diário do Pará)
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