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Queixas de atendimento precário seguem no Guamá

Do lado de fora do Pronto-Socorro do Guamá, em Belém, a cabeleireira Nazaré Batista desabafava, no último sábado: “estamos do lado de fora sem saber o que fazer. Esse lugar é desumano e estamos aqui de mãos atadas”. A irmã de Nazaré, Lucivalda da Costa T

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Do lado de fora do Pronto-Socorro do Guamá, em Belém, a cabeleireira Nazaré Batista desabafava, no último sábado: “estamos do lado de fora sem saber o que fazer. Esse lugar é desumano e estamos aqui de mãos atadas”.

A irmã de Nazaré, Lucivalda da Costa Tavares, deu entrada no hospital na última quarta-feira (15), após sentir dores fortes na cabeça e chegar desmaiada no PSM do Guamá. A família acredita que Lucivalda teria tido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O quadro clínico dela tem piorado bastante.

Os familiares reclamam que, quando a paciente deu entrada no hospital, nenhum exame foi feito. “Ninguém sabe o que minha irmã tem, não tem nenhum médico que passe um diagnóstico pra gente. Minha irmã está no meio do corredor, jogada ‘às baratas’. Ontem [anteontem] ela teve várias paradas cardíacas e nada foi feito”.

Segundo os familiares, eles teriam conseguido um leito no Hospital Metropolitano, mas não conseguiram fazer a transferência porque a médica que estava atendendo a paciente disse que o Metropolitano só atende casos de traumas e queimaduras. A família de Lucivalda diz que ela precisa urgentemente ser transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas os leitos estão ocupados.

Os parentes da paciente, segundo a irmã, procuraram a central de leitos do PSM da 14 e foram informados que a paciente seria uma das primeiras da lista, porém, uma pessoa disse ao filho de Lucivalda, Leon Tavares, que o nome da paciente nem estaria na lista de espera. “Eles falam isso pra gente pensar que estão fazendo alguma coisa quando, na verdade, não estão fazendo nada”, disse rapaz.

PSM DA 14

Na última quinta-feira, o Governo Federal anunciou a liberação de R$ 5 milhões para a aquisição de equipamentos e mobiliários do PSM da travessa 14 de Março, onde ocorreu um incêdio há 26 dias.

Em reunião ocorrida na última quinta-feira, o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) decidiu que iria pedir ao prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, a realização de ajustes no Plano Emergencial de Saúde, anunciado pela prefeitura após o incêndio.

A proposta dos médicos é que o Hospital Samaritano, anunciado pela prefeitura como o local de maior retaguarda aos pacientes em procedimentos cirúrgicos, passe a funcionar imediatamente. Segundo o Sindmepa, este hospital ainda não estava funcionando.

A outra proposta do sindicato é equipar as 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS), que realizam atendimento de baixa complexidade, além de recontratar os médicos que atuavam no PSM da 14 de Março em regime de plantão. Após o incêndio, parte deles foi redistribuída para outros hospitais e outra parte foi dispensada por não possuir vínculo contratual.

O Sindmepa informou, na manhã de sábado, que ainda não teve um retorno da prefeitura referente aos ajustes. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

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