Diante das obras que eliminam parte do canteiro central da avenida Duque de Caxias, no cruzamento com a travessa Vileta, o aposentado José Eduardo Pontes, 73 anos, se pergunta a respeito de que mudanças esperar. “A gente precisa adivinhar o que vai acontecer. Como vai ficar. O que vai ser”, reclamou.
Em andamento nas travessas Angustura e Vileta, a desobstrução de parte do canteiro central da avenida faz parte das obras para a implantação de dois binários. Segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), as travessas Lomas Valentinas, Angustura, Vileta e Humaitá deixarão de ter sentido duplo para ter sentido único.

“Inicialmente a implantação será feita no binário que compreende a Lomas Valentinas e Angustura”, disse o diretor de mobilidade da Semob, Francimário Arcoverde. Ele afirmou, entretanto, que o prazo para a mudança ainda não está definido. O diretor informou que, tanto no binário da Lomas Valentina com a Angustura quanto no da Humaitá com a Vileta, o sentido único será no trecho entre as avenidas Antônio Everdosa e João Paulo II. A engenharia de trânsito da Semob ainda está definindo os sentidos das vias.
O morador José Eduardo Pontes critica a forma como as obras foram iniciadas, sem que a população fosse informada com antecedência das alterações. “Acredito que a população deva ser consultada quando se trata dessas intervenções que lidam com a mobilidade. Acho que já deveriam estar divulgando como vai ficar e o que está sendo feito”, declarou, acompanhando de longe a obra que avançava, na manhã de ontem.
Na esperança de que o trânsito consiga fluir um pouco melhor após a alteração, José Eduardo é incisivo ao concluir que outras mudanças seriam necessárias para gerar os resultados que se espera. “Nessa área do canteiro, não tem espaço para o trânsito de pedestres. Esse retorno que tem aqui (na avenida Duque de Caxias, entre as travessas Vileta e Timbó) as pessoas usam de forma errada, na contramão”, avalia. “Se fosse para ser uma obra definitiva, teriam de ajeitar logo tudo”.
Trabalhando no cruzamento da travessa Angustura com a avenida Duque de Caxias, o taxista Marcos Monteiro, de 52 anos, é mais esperançoso quanto à melhora no fluxo de veículos. Para ele, as alterações já deveriam ter sido feitas há bastante tempo. “Tudo quanto é obra que vão fazer, eles pensam muito e agem pouco. Se agissem com mais rapidez, já teriam melhorado muito o trânsito aqui”, disse, informando que já está na profissão há 20 anos. “Agora, eu acho que a mudança vai facilitar muito pra gente que trabalha por aqui”.
OPINIÃO
Morador da travessa Angustura, entre as avenidas Duque de Caxias e Visconde de Inhaúma, o aposentado Getúlio da Silva, de 72 anos, tem opinião diferente. Vendo a rua de casa ser alterada para apenas um sentido, ele acredita que ficará prejudicado. “Vai ficar na contramão. Pra mim essa mudança não vai ser boa”, opinou.
(Diário do Pará)
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