Um homem identificado como Russivaldo Gomes de Almeida, 60 anos, morreu durante a manhã de ontem, na rua Siqueira Mendes, no Distrito de Icoaraci. Segundo uma testemunha, ele estava tendo convulsões e, por isso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas demorou 3 horas para chegar.
A vizinhança conta que a vítima era moradora de rua e sempre dormia no mesmo local, embaixo de uma mercearia. Uma mulher, que não quis se identificar, conta que sempre que a mãe abria o bar que mantém na rua, Russivaldo já estava acordado. Ontem foi diferente. “Minha mãe abriu o bar por volta das 6h30 e ele ainda estava deitado no chão, embaixo da coberta da mercearia que fica aqui em frente”, conta. “Minha mãe, então, mandou a gente dar uma olhada nele. Quando nos aproximamos, ele estava se debatendo, tendo uma convulsão”, completa.
Os vizinhos então acionaram o Samu, que demorou cerca de 3 horas para chegar ao local. Era tarde demais. Russivaldo já estava morto. Segundo um perito do IML, a morte teria sido causada pelas convulsões e pelo fato de o socorro não ter chegado a tempo. De acordo com os relatos dos moradores da rua, no momento da chegada do Samu, a equipe do serviço nada fez, só olhou para o corpo e foi embora por se tratar de um morador de rua.
Russivaldo era conhecido por todos. Moradores contam que ele sempre estava fazendo algum bico pela rua para poder sustentar o vício do álcool. No último sábado, ele teria se envolvido em uma briga por conta da bebida.
O primo da vítima, Genilson Guimarães, contou que a vítima estava em Belém há 10 anos e que veio do Rio de Janeiro para trabalhar com o irmão, mas acabou de entregando ao vício. “Ele não conseguiu trabalhar, sempre teve problema com a bebida. Teve um tempo que se envolveu com drogas. Infelizmente, trocou a família pela rua e acabou falecendo”, lamenta.
O sargento Rosivaldo Brandão, do 10º Batalhão da 1ª Companhia da Polícia Militar, descarta que o morador tenha morrido devido à briga em que se envolveu no sábado. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios. Até o fechamento desta edição, a Sesma não havia se posicionado sobre o assunto.
(Diário do Pará)
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