Trabalham no desenvolvimento do projeto do parque hidrelétrico hidrocinético fluvial de Tucuruí professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade de Brasília (UnB), além de técnicos e engenheiros da Eletronorte. O desenvolvimento dos projetos-piloto das turbinas será realizado no próprio Parque Tecnológico de Tucuruí.
A hidrocinética é mais uma fonte de energia renovável, já que aproveita o movimento das águas turbinadas pela usina, sem a necessidade de construir uma nova represa. O Brasil, com 12% das águas fluviais do mundo, tem grande potencial para gerar energia hidrocinética. Os passivos gerados pela construção de megaprojetos de geração de energia – como Tucuruí e, agora, com relação à Belo Monte, no Rio Xingu – fazem com que o Brasil busque fontes alternativas para expandir a capacidade de geração. Assim como o Projeto Tucunaré e o projeto de geração de energia solar nos reservatórios de usinas - cujos pilotos estão sendo desenvolvidos para as usinas de Balbina (Amazonas) e Sobradinho (Bahia)-, o Governo Federal tem investido em pesquisas.
ALTERNATIVAS
Desde 2010, as grandes empresas de geração de energia, como a Eletronorte, Itaipu e outras do sistema Eletrobras, são obrigadas a investir 0,4% da receita operacional líquida em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), como é o caso dos recentes estudos de geração de energia solar e hidrocinética nas áreas das usinas do sistema.
As empresas distribuidoras de energia, como é o caso da Celpa, são obrigadas a reservar 0,2% da receita para P&D. Caso o projeto desenvolvido seja aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as empresas descontam os gastos de execução dessa conta.
A regra de investimento em P&D vale até o final deste ano. Em 2016, o percentual mínimo das distribuidoras passará a ser de 0,3%. Desde 2008, mais de R$ 1,2 bilhão foi destinado para o desenvolvimento de energia térmica ou renovável, em projetos supervisionados pela Aneel.
O Brasil ainda depende da importação de tecnologia para o aprimoramento de fontes complementares à matriz hidrelétrica. Por isso, estudos na área são prioridade da Aneel, que realizou, nos últimos cinco anos, três chamamentos para estimular o setor privado a investir em projetos inovadores.
As fontes escolhidas para os editais foram a solar, a eólica e os resíduos sólidos. Essas fontes, alternativas à energia hidráulica, são as principais apostas do país para tentar garantir a demanda futura por energia.
(Diário do Pará)
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