Os olhinhos já estavam vermelhos. O corpo tremia de frio. Mesmo já quase enrolada em uma toalha, o desejo dela era continuar dentro d’água. A diversão de Ana Clara, de 9 anos, neste mês de julho, era se jogar na piscina montada em plena avenida Marquês de Herval, no bairro da Pedreira. Na companhia de amiguinhos da vizinhança, Ana Clara curtia o período de férias como podia. “Foi a melhor maneira que encontramos para ela se divertir nesses dias de recesso escolar”, conta a mãe da garota, a dona de casa Ana Lúcia Machado, 36.
ALTERNATIVA
A ideia surgiu na roda de amigos que costumam se reunir para assistir ao jogo de futebol. Entre um copo de cerveja e outro, os pais das crianças da rua decidiram unir o útil ao agradável: a família inteira também poderia se divertir, e bem ali, pertinho de casa. “É uma ótima alternativa para se reunir com os amigos ao lado da família. Como ninguém viajou, foi uma estratégia para que todo mundo pudesse vir e não ficar em casa, sem fazer nada”, conta o empresário Roberval Pantoja, 36. Tem sido assim desde o início deste mês julho para ele.
MOVIMENTO
Para Pantoja, a brincadeira ainda teve outro benefício. Dono de um bar na mesma rua, ele acabou se livrando da queda que teria nos negócios, devido às férias, quando muitos moradores de Belém viajam. E assim, um mês que teoricamente seria de pouco lucro acabou trazendo ótimo faturamento.
“Ao invés de ter queda no movimento, aconteceu o contrário. Tive 50% de aumento nos lucros, já que o pessoal que vem curtir a piscina consome aqui no bar”, comemora Pantoja.
Tudo isso graças a uma piscina de plástico de família colocada no canteiro central da Marquês de Herval, entre as ruas Curuzu e Antonio Baena.
Elas avançam com a temperatura.
(Diário do Pará)
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