Os trabalhos do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, nos casarões que foram atingidos pelo fogo na última quinta-feira, 23, no centro comercial de Belém, reiniciam hoje. Serão feitos a desobstrução da área e o escoramento dos paredões, com mais de 70 metros de altura, que foram comprometidos com as chamas.
A ação no local se estendeu por todo o final de semana. Na manhã do sábado, parte do paredão lateral do prédio, localizado no cruzamento das ruas Padre Prudêncio e Santo Antônio, foi retirada para evitar que a estrutura desabasse.
Conforme informações do Corpo de Bombeiros, 70% restante do casarão desabou na noite desta sexta-feira, 24, e a demolição foi decidida após uma avaliação realizada ainda na manhã de sábado, pelos órgãos responsáveis. “Parte da lateral estava em situação de instabilidade. Aguardamos um laudo que irá apontar se a estrutura pode ser restaurada ou deve ser demolida”, explicou a major Adalmilena Costa. No local, foram colocados tapumes para evitar que as pessoas se aproximassem dos escombros.
Durante a tarde de sábado e o domingo, homens da Guarda Municipal fizeram a vigilância dos prédios, para evitar acidentes, entre os curiosos que a todo instante fotografam o que sobrou, através de um pequeno cordão de isolamento, parte de onde são retirados escombros.
PERDAS
Os lojistas e frequentadores do centro comercial lamentam a tragédia, e temem que outros incêndios aconteçam. “Trabalhamos em prédios de paredes coladas. Não adianta apenas uma pessoa fazer a sua manutenção elétrica e ter cuidados”, apontou Ricardo Mello, 52 anos, gerente de uma loja de confecção na rua Santo Antônio.
No alto da fachada do que restou da loja Anne tecidos, há a informação que o prédio inicialmente era uma drogaria, inaugurada no ano 1884.
Observando os escombros, a guia turística Graça Ayan, que trabalha há 27 anos no Circuito Landi, um passeio pelo centro arquitetônico de Belém, lamenta a situação. “É triste ver o que aconteceu aqui. Perdemos parte de nossa história”, lembrou. Ainda não se sabe o que provocou o incêndio, ocorrido na madrugada da última quinta, 23. O laudo da perícia tem o prazo de 30 dias para sair.
(Diário do Pará)
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