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Entidades dizem que água é de qualidade

A notícia publicada no DIÁRIO (edição de 24/07) sobre o inquérito aberto pelo Ministério Público Federal (MPF-PA), que apura se a água mineral comercializada no Estado é imprópria ao consumo, é questionada pela Associação Brasileira da Indústria de Águas

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A notícia publicada no DIÁRIO (edição de 24/07) sobre o inquérito aberto pelo Ministério Público Federal (MPF-PA), que apura se a água mineral comercializada no Estado é imprópria ao consumo, é questionada pela Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam) e pelo Sindicato Nacional da Indústria de Águas Minerais (Sindinam).

Em nota, as entidades afirmam que o pH (potencial hidrogeniônico) da água mineral não é um parâmetro que define a sua potabilidade, uma vez que águas ácidas ou alcalinas não representam risco à saúde humana. O MPF pediu revisão nos rótulos da água com base em um estudo da Universidade Federal do Pará (UFPA) que afirma que as empresas não respeitam os níveis máximos de acidez recomendados pelo Ministério da Saúde. Mas, segundo a Abinam e o Sindinam, o pH indica apenas a concentração do hidrogênio iônico e não afeta em nada o processo digestivo e as funções fisiológicas e bioquímicas dos consumidores.

As entidades dizem ainda que as leis brasileiras são rigorosas quanto à qualidade da água mineral engarrafada, obrigando as empresas a cumprir os padrões de qualidade exigidos pela legislação nacional, que se baseiam nos parâmetros propostos pelo Codex Alimentarius/Organização Mundial da Saúde.

Após a polêmica, a UFPA negou que o presidente da ABINAM tenha vindo a Belém para uma reunião com os pesquisadores que divulgaram a problemática das águas minerais do Pará e garante que a universidade não foi procurada por eles. Além de afirmar que o presidente da ABINAM não contestou o estudo que foi feito, uma vez que ele não tem formação técnico-científica e acadêmica para tal.

De acordo com a UFPA, o presidente da ABINAM demonstra “completa de falta de conhecimento sobre o assunto, até porque é um empresário, menciona que o pH não é critério de potabilidade para as águas minerais. Ora, não é isso que diz a legislação nacional e mundial sobre o assunto”. A universidade afirma ainda ter depoimentos de pessoas da área médica, que são médicos Doutores e mesmo Pós-Doutores no assunto que atestam que as águas ácidas, quer sejam minerais ou não, causam sérios problemas à saúde humana.

A UFPA finaliza lamentando que a não participação do presidente da ABINAM, ou de um representante, na mesa redonda "Qualidade das águas de Belém...Eu me preocupo!", que discutiu a problemática das águas minerais do Pará.

(Diário do Pará)

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