O ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Helder Barbalho, disse ontem, em Brasília, que o Serviço Social da Indústria (Sesi) será grande parceiro no desenvolvimento do setor pesqueiro brasileiro. Ele ressaltou que a indústria pesqueira será uma alternativa de crescimento econômico, com geração de empregos e distribuição de renda. “Temos o desafio de planejar a expansão da pesca, com novos modelos de produção e integração. Além disso, devemos ampliar a cadeia de insumos, equipamentos, tecnologia, logística e infraestrutura”, afirmou.
Helder participou da 187ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Sesi com todos os presidentes das Federações das Indústrias do Brasil. Gilberto Carvalho, ex-secretário-geral da Presidência da República e presidente do Conselho Nacional do Sesi, convidou o ministro para participar do evento e mostrar as potencialidades do setor pesqueiro. “A sua juventude é contagiante e mostra a sua capacidade de gerir tão importante pasta. Acredito que a piscicultura é uma agenda de todas as federações”, resumiu Carvalho.
Segundo o ministro, o Sesi pode auxiliar o crescimento da aquicultura com cursos específicos para trabalhadores envolvidos diretamente nas atividades de produção em cada tipo de empreendimento, como nas áreas de formulação de rações, técnica de despesca e transporte e controle de qualidade do pescado.
Em sua apresentação, o ministro destacou as ações da parceria com o Sesi. São projetos que visam a capacitar trabalhadores, incentivar a indústria de pescado e criar o hábito de consumo de proteína de pescado no Brasil, “tornando o mercado interno ainda mais atraente para os produtores”, destacou Helder. Ele citou o Projeto Peixe Brasil, que tem o objetivo de treinar merendeiras e gestores para estimular o consumo de pescado em escolas públicas. Esse programa se inicia neste semestre em seis estados e no Distrito Federal (Bahia, Amazonas, Santa Catarina, Pará, Ceará, São Paulo e Brasília).
Jamil Bittar, da Federação das Indústrias do Distrito federal (Fibra), lamentou que os empresários não tivessem a capacidade de investir no setor pesqueiro no passado. Ele ressaltou que as ações do MPA são exemplo para as demais pastas. “Desburocratizar é o papel principal do Estado e os empresários querem isso”, disse. Helder acrescentou que a atividade movimenta US$ 600 bilhões no mundo e que pode ser um caminho para o crescimento do Brasil. “Nesta época de ajuste econômico, é essencial que haja alternativa que ajude o Brasil a melhorar os seus índices na economia”, finalizou.
(Diário do Pará)
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