No último sábado (01), pacientes com suspeita de derrame pleural, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e água nos rins sofriam no corredor do Pronto Socorro Municipal (PSM) do Guamá, aguardando a realização de exames para fechar o diagnóstico.
Com a irmã Keila Pinheiro, de 25 anos, internada com suspeita de derrame pleural (acúmulo de líquido na membrana que envolve o pulmão), a professora Kelly Pinheiro, de 28 anos, denunciou que, desde a internação, na manhã de sexta-feira (31), até a tarde de sábado (01), a paciente esteve no corredor do hospital sem nenhum tipo de avaliação do médico
pneumologista.
Segundo ela, o médico não foi trabalhar. “Já ligaram para o pneumologista, mas não conseguiram contato com ele. Um técnico de enfermagem disse que ele não veio ontem (sexta-feira) e não vem hoje (sábado), que talvez venha amanhã (ontem). Enquanto isso, a água está se alastrando pelo pulmão dela e estamos com medo que possa evoluir para uma tuberculose”.
Enquanto isso, de acordo com Kelly Pinheiro, a irmã ainda não havia se alimentado aguardando a realização de exames e também não havia recebido medicação, pois somente o médico especialista poderia prescrever o remédio.
O emocional de Keila também estava abalado em função de toda esta situação. “Hoje (anteontem), ela viu uma mulher morrendo e ficou com o psicológico muito abalado, ela está com medo. Eu arrumei uma máscara para ela tossir porque ela está perto das crianças e pode ser perigoso.”
A família do aposentado João Paulo, de 77 anos, estava em frente ao hospital desde as 7h de sábado, quando o idoso deu entrada no PSM com um possível quadro de AVC. A família relatou que ele estava em uma maca no corredor tomando soro e aguardando o médico neurocirurgião para diagnosticar o paciente.
“Nós só vamos sair daqui quando nosso pai sair”, falou uma das filhas de João, a dona de casa Elisabeth Santos, 36 anos. “Tinha que ter o especialista disponível, assim como um clínico geral, porque a gente não sabe quando vai adoecer”, afirmou Elisabeth.
A aflição tomou conta também do comerciante Edicimar Souriense Côrrea, de 43 anos. O sobrinho dele, de três anos, viajou do Marajó para Belém e, desde quarta-feira (26), está sendo transferido de um hospital para outro. Segundo Edicimar, a criança foi transferida do Hospital Santa Teresinha para o PSM do Guamá, onde fez exames de ultrassom, de sangue e urina e informaram para a família que a criança estaria com água nos rins.
No entanto, o menino foi novamente transferido para o Hospital Santa Teresinha no sábado e, no mesmo dia, retornou para o PSM. “Primeiro era suspeita de apendicite e no Teresinha alegaram que não tinha recursos para fazer a cirurgia e transferiram para cá (PSM). Agora não entendo por que estão mandando ele de volta para lá”, reclamou.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar