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Escadas rolantes não funcionam no Pórtico

Silas de Araújo Pereira recebe um convite da única filha para ir ao cinema em um shopping center localizado na rodovia BR-316. Mas ele hesita só de imaginar as escadas rolantes do Pórtico Metrópole sem funcionamento. Pensa na dificuldade que é chegar ao o

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Silas de Araújo Pereira recebe um convite da única filha para ir ao cinema em um shopping center localizado na rodovia BR-316. Mas ele hesita só de imaginar as escadas rolantes do Pórtico Metrópole sem funcionamento. Pensa na dificuldade que é chegar ao outro lado da via. Hoje diretor de Esporte e Cultura da Associação Paraense das Pessoas com Deficiência (APPD), Silas teve poliomielite aos 5 anos e começou a ter dificuldades para andar.

Segundo a APPD, 27.800 pessoas que moram em Belém têm algum tipo de deficiência. Silas enfatiza que elas convivem com as piores condições de acessibilidade. Ele conta ter passado por São Paulo e Rio de Janeiro e cita as duas cidades como referência em inclusão destas pessoas.

A reportagem esteve no Pórtico Metrópole e conferiu o estado das quatro escadas rolantes. Uma delas estava parada e apenas um dos elevadores funcionava, sendo que as pessoas desistiam de apanhá-lo por conta da demora.

Com a filha de três meses de idade no colo, Jéssica Castro, 19, redobra os cuidados ao descer os degraus da escada rolante parada. Ela conta que passa pelo local pelo menos três vezes por semana e afirma que geralmente o funcionamento das escadas é precário. “Descer ou subir as escadas todas as vezes que passo por aqui com a minha filha se tornou
um sacrifício”.

DIFICULDADE

Tentando ajudar a filha Alice Silva, de dois anos, a andar pela escada, a estudante Aldenora da Silva, 21, também teve dificuldade para transitar dentro do Pórtico. “Só ando por aqui porque preciso. Fico preocupada de cair com ela, mas é a única maneira de atravessar a BR sem risco de acidente”.

Silas ressalta que a Lei de Acessibilidade e o Estatuto Brasileiro de Inclusão são descumpridos em Belém. “Deveríamos ter o mínimo de itens essenciais para a inclusão. Também somos consumidores de cultura e de lazer, mas somos esquecidos. Falta acessibilidade nas ruas, quando se trata do poder público. Mas a acessibilidade também é ausente na iniciativa privada”, pontuou.

As assessorias de comunicação da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) e da Prefeitura de Belém foram procuradas, mas não se manifestaram até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

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