A violência contra mulher ainda é uma triste realidade em todo Brasil. Mesmo com a criação da Lei Maria da Penha, que visa combater de forma mais severa esse tipo de crime, o número de casos ainda é alto. Porém, as denúncias aumentaram. É o caso de Marabá (PA), que apresentou aumento de inquéritos abertos.
De acordo com a Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher – DEAM, a violência contra a mulher é terceiro mais registrado no município paraense, ficando atrás da perturbação domiciliar e do tráfico de drogas.
As ameaças aumentaram 25% em relação ao primeiro semestre do ano passado, enquanto que os crimes de lesão corporal caíram 11%. “O que é um ponto positivo, pois em tese o crime de lesão corporal afeta mais a mulher do que a ameaça”, explica Ana Paula, delegada da DEAM.
Em outra pesquisa feita com base nos dados do Disque Denúncia, sobre os casos de violência contra a mulher apontou que 73,5% da violência ocorrem na própria residência, 9% na rua e 17,5% em outros locais.
A crueldade chama atenção dos casos. 82% das denúncias são por agressão física, 33% ameaça de morte e 55% verbal. Também constam violência sexual (7%) e cárcere privado (25%).
Entres os tipos de agressões 132 casos foram apontados com socos, em 34 deles o uso de arma branca, além de arma de fogo, chutes, empurrões, estrangulamento, pau e até cigarros.
(DOL com informações do Diário do Pará)
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