Na Diretoria de Serviços Técnicos, no Comando Geral dos Bombeiros, em Belém, a reportagem do DIÁRIO foi recebida pelo diretor de Serviços, coronel Francisco de Assis Monteiro. Visivelmente confuso e inseguro, o oficial concedeu entrevista ao jornal. Leia alguns trechos:
P: Não era mais seguro interditar o prédio do PSM antes de a tragédia ocorrer?
R: Seria o ideal. Mas como vai fechar o pronto-socorro? É complicado. Aí aconteceu o incêndio. Aí, fechou de vez.
P: A gente tem percebido uma dificuldade de acesso ao laudo. Por que o Corpo de Bombeiros não distribuiu cópias do laudo?
R: O laudo é recente. Nós nunca tivemos necessidade de divulgar um laudo. Essa é a primeira vez que está tendo essa necessidade. O laudo está à disposição.
P: Os laudos não são divulgados pelo Corpo de Bombeiros?
R: No caso de incêndio, é uma via para o interessado e uma via nossa. Ele não é divulgado porque geralmente não interessa para ninguém.
P: Mas quando é um prédio público, um caso de grande repercussão, de interesse da sociedade, não é o caso de divulgar?
R: Se procurarem, a gente divulga. Não tem problema.
P: Eu tenho procurado esse laudo desde o dia 27. Por que até hoje não recebi uma cópia?
R: O que eu posso lhe dizer é o seguinte: eu recebi o laudo num dia, no dia seguinte eu encaminhei ao secretário, e no seguinte ele deu essa coletiva. É o que eu posso lhe dizer.
P: Posso tirar uma cópia do laudo?
R: Pode. Quer dizer, hoje não, porque não está comigo. Está com o comandante-geral (coronel Nahum Fernandes).
P: É praxe não ficar uma cópia aqui, na Diretoria Técnica de Serviços?
R: Não. O tempo todo fica aqui a cópia (do laudo).
P: E nesse caso..
R: Como estou lhe dizendo, esse é um caso diferenciado.
P: Por que que ele é diferenciado?
R: O comandante precisou do laudo.
P: Para quê?
R: Não sei. Mas o comandante precisou (do laudo) e está com ele. Mas você pode vir buscar amanhã.
(Diário do Pará)
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