Com variadas opções de presentes, a maioria das lojas de dois shoppings centers de Belém estampavam em suas vitrines promoções para o Dia dos Pais. Mas, apesar de estar com o estoque abastecido e ofertas específicas para alguns aparelhos celulares, o vendedor Orlando Júnior, 33, não estava satisfeito com as vendas. Ele que trabalha em uma loja de uma operadora de telefonia móvel em um shopping localizado na avenida Visconde de Souza Franco, no Reduto, disse que, até a noite de ontem, o fluxo de vendas continuava “fraco”. “Até então, a loja se preparou com ofertas, mas o movimento não está como nós gostaríamos.
No shopping tem movimento, entretanto nas lojas não estão tendo aquela grande procura pelo Dia dos Pais”, lamenta.Em uma loja que vende confecções para o público masculino, alguns itens foram colocados em promoção. Peças como bermudas custam a partir de R$ 69, camisas a partir de R$ 26, calças a partir de R$ 59 e casacos a partir de R$ 79. Segundo o gerente do local, as vendas melhoraram desde a última quinta-feira. Porém, não se comparam ao movimento registrado no mesmo período do ano passado.“O movimento não é constante, mas a gente espera que melhore até domingo”, ressalta Jefferson Pinho, 28. Já a gerente de uma loja de calçados localizada em um shopping na travessa Padre Eutíquio, no bairro de Batista Campos, disse que o desconto de 10% para o pagamento em dinheiro conseguiu atrair a clientela.
Itens masculinos como tênis, por exemplo, estavam sendo comercializados a partir de R$ 49,99, os sapatos sociais podiam ser encontrados pelo preço de R$ 60 e os chinelos a partir de R$ 33. “As vendas estão sendo boas durante toda essa semana. Somente ontem (anteontem) e hoje (ontem), com certeza, vendemos mais de 100 calçados masculinos em cada dia”, comemora a gerente Eliane Alves, 28.
TEMPO
Em busca de uma camisa para o pai, o professor de história Arthur Silva, 27, explicou que deixou para comprar o presente mais perto do Dia dos Pais por conta da falta de tempo. Ele contou que conhece algumas preferências do pai, Altair Viana, 59, e, por isso, pesquisou o presente em diversas lojas. “Não queria deixar de comprar o presente. Ele prefere cores fortes e é isso que estou procurando. Encontrei camisas até de R$ 80 e R$ 100, mas ainda estou escolhendo”, revela.
O estudante Rogério Lopes, 24, contou que estava à procura de lembranças para os dois avôs e o pai. “Não planejo dar algo com preço exorbitante. As finanças não estão muito boas. Para meus avôs já sei o que vou dar, mas para meu pai ainda estou pensando”Já a comerciária Odaísa Barros, 39, disse que o presente escolhido, uma sandália, se tratava de algo de necessidade do pai, João Barros, 74. Ela conta que foi em diversas lojas, porém não encontrou “boas promoções”. Contudo, ela considerou os preços cobrados como justos pela qualidade dos calçados. “Já tem tempo que estou aqui. Finalmente achei o que queria”.
(Diário do Pará)
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