Antes, os motivos para um casal não ter filhos eram atribuídos apenas às mulheres. Hoje, após o avanços da medicina, já se reconhece que a infertilidade é um problema com grande participação masculina - e que vem preocupando estudiosos a cada dia. A fertilidade do homem está em queda no mundo. Apesar de várias evidências, ainda não foi apontado o motivo do fenômeno.
Segundo o presidente da seção paraense da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-PA), Rodrigo Alencar, a taxa de infertilidade é estimada se considerando o papel do casal. “Dividimos entre 40% de risco de causa proveniente da mulher, 40% por causas masculinas, e 20% dos dois”, esclarece. E esse não é um problema isolado a poucas famílias. Estatísticas mundiais apontam que 15% dos casais que desejam engravidar apresentam algum tipo de esterilidade.
>> Saiba mais sobre infertilidade e o tratamento.
TABUS
Diferente do que ocorre com as mulheres, a idade não é um fator determinante para a diminuição da improdutividade masculina. “Essa queda é muito pequena e não chega a provocar problemas”, ressalta Alencar.
Uma vez sabendo que os anos a mais não são empecilho para o sonho de ter um filho, os homens já se mostram mais abertos para as possibilidades de fazer tratamentos, sem a mesma inibição de antes, garante o médico. “Hoje as pessoas que querem ter filhos vão atrás de todos os recursos possíveis”, diz o especialista. Porém, mesmo com todo o avanço técnico e a difusão maior de informações em saúde, a vergonha de compartilhar a condição da infertilidade masculina segue persistindo e ainda bate à porta dos consultórios, apesar de vir cedendo.
Um termômetro disso é como o assunto é tratado dentro das próprias famílias. Mesmo reconhecendo a esterilidade, muitos casais preferem não detalhar para os filhos os métodos utilizados. “A vergonha, porém, já vem sendo superada. Estimamos que 5% dos meus atendimentos são de infertilidade”, observa Rodrigo Alencar.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar