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Buracos exigem cuidado redobrado

Entre um passo e outro, a estudante de terapia ocupacional Nívea de Nazaré Ferreira, de 20 anos, redobra a atenção. Ela costuma fazer caminhadas durante a tarde, quando o sol já está ameno, mas a sua maior preocupação é com os riscos de quedas escondidos

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Entre um passo e outro, a estudante de terapia ocupacional Nívea de Nazaré Ferreira, de 20 anos, redobra a atenção. Ela costuma fazer caminhadas durante a tarde, quando o sol já está ameno, mas a sua maior preocupação é com os riscos de quedas escondidos em falhas na estrutura da calçada do Bosque Rodrigues Alves, na avenida Almirante Barroso, em Belém.

Alguns trechos da calçada estão com as pedras soltas e, em algumas partes, com pequenos buracos que, sem manutenção adequada, se abrem cada vez mais. É no ponto de ônibus, em frente ao Bosque, que está o grande perigo de quedas. As pessoas que passam com pressa logo são surpreendidas por um buraco aberto.

Do outro lado do Bosque, no cruzamento da avenida Almirante Barroso com a travessa Lomas Valentinas, um buraco discreto, porém perigoso, tem preocupado quem passa pelo local. O buraco se abriu há cerca de duas semanas e até agora nenhuma equipe da prefeitura foi verificar a situação.

O vendedor de salgados Abdias Lobato, 42, conta que, se não fosse um pedaço de madeira colocado na área para sinalizar o perigo, acidentes já teriam ocorrido no lugar. “Muitas pessoas que passam por aqui têm alguma deficiência física ou visual, além de idosos e pessoas com crianças”.

Ao passar pela área, a doméstica Maria de Fátima, de 59 anos, observa e desvia do espaço para evitar cair. Ela conta que adquiriu uma dor no ombro depois de ter sofrido uma queda em um dos buracos de Belém. “Já faz alguns anos que caí em frente ao Museu, (na avenida Magalhães Barata) e faço tratamento até hoje”.

Na avenida Duque de Caxias, entre as travessas Lomas Valentinas e Angustura, uma cratera se abriu após uma obra da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). Uma placa da Cosanpa e um cordão de isolamento foram colocados em volta do monte de terra, mas não havia nenhum operário na área.

OBRA

O mototaxista Fernando Costa, de 36 anos, conta que a obra foi iniciada há pelo menos um mês, mas foi abandonada, causando prejuízo para quem trafega pelo local. Ele, que trabalha seis horas por dia em um ponto de motofrete da área, diz que os problemas enfrentados pelas pessoas só tem aumentado com o enorme buraco. “Só vão fazer algum serviço de reparação quando acontecer algum acidente”. A Prefeitura de Belém e a Cosanpa foram contatados, mas não se posicionaram até o fechamento desta edição.

Veja mais fotos de buracos nas calçadas da Almirante Barroso.

(Wal Sarges/Diário do Pará)

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