O Museu Paraense Emílio Goeldi divulgou uma nota, nesta sexta-feira (14), solidarizando-se com os moradores e parentes de João Paulo Lima da Silva, de 14 anos, e pedindo que a população de Gurupá, no Marajó, não permita que a Reserva Ambiental do Jacupi, desapareça sob a onda de violência.
A cidade vive um clima de tem são desde a última quarta-feira (12), após o adolescente ter sido morto com um tiro. O disparo teria sido feito pelo francês Jean Marie Ettiene Royer, de 70 anos.
O juiz substituto da comarca do município negou o pedido de prisão preventiva e o suspeito está em liberdade, para revolta de alguns moradores.
Jean Marie, que também é antropólogo, é proprietário da Reserva do Jacupi, composta por mais de 100 hectares de floresta preservada e abriga também importantes sítios arqueológicos, que vem sendo investigados por uma equipe internacional sob a coordenação do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Após a tragédia, a propriedade foi invadida, saqueada, depredada e está sob a ameaça iminente de ser desmatada e loteada.
No mês de julho, a equipe de pesquisa do Goeldi esteve concentrada na Reserva Ambiental do Jacupi, que revelou grande potencial histórico. “Os sítios arqueológicos de Gurupá são importantes porque revelam uma história milenar de presença indígena e de intensos contatos interculturais, com legados de holandeses, portugueses, quilombolas e judeus”.
“Pedimos a todos que protejam e não permitam a destruição da Reserva Ambiental do Jacupi, um patrimônio ecológico e cultural da população de Gurupá e de todos os brasileiros”, convoca o museu.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar