Pasta com documentos na mão e sensação de alívio. Assim foi o fim da manhã de ontem para o funcionário público José Álvares, 53 anos, e para a promotora de vendas Edna dos Santos, 52. Separados desde 2003, ontem o ex-casal definiu o valor da pensão alimentícia do filho de 15 anos.
Em aproximadamente uma hora de conversa diante de um conciliador, José e Edna saíram do Fórum em clima de amizade. “Está tudo bem entre nós. Apenas legalizamos a pensão, que estava sendo feita de forma extrajudicial”, conta o funcionário público. Já para a ex- esposa, o que mais marcou na ação foi a praticidade. “Ocorreu da forma mais amigável possível. Nós estamos em paz, graças a Deus.”
Mas não foram só José e Edna que resolveram problemas judiciais. Na manhã de ontem, o Centro Judiciário de Solução de Conflito (Cejusc) do Fórum Cível, especializado em buscar soluções para questões de família, realizou mais um mutirão de conciliação para agilizar cerca de 150 processos judiciais que tramitavam na 2ª, 6ª, 7ª e 8ª Varas de Família de Belém.
ATÉ DEZEMBRO
A quantidade de processos para o mutirão é resultado de um trabalho de conscientização junto aos magistrados das varas de família sobre a importância de conciliar. Segundo a coordenadora do Cejusc Família, a juíza Elvina Gemaque Taveira, mais quatro mutirões envolvendo cerca de 600 processos estão previstos para ocorrer até dezembro. As pessoas que têm processos tramitando nas varas de família de Belém e buscam conciliação, mas não foram chamadas para o mutirão, devem procurar ao Cejusc Família e solicitar que o processo seja colocado na pauta das conciliações.
(Robrta Paraense/Diário do Pará)
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