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Barros Barreto: problemas prejudicam o atendimento

O Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, é uma dos mais importantes do norte do Brasil, sendo referência para doenças infecto-contagiosas. Entretanto, segundo o Ministério Público do Estado (MPE), a unidade passa por uma crise devido à f

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O Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, é uma dos mais importantes do norte do Brasil, sendo referência para doenças infecto-contagiosas. Entretanto, segundo o Ministério Público do Estado (MPE), a unidade passa por uma crise devido à falta de verbas e problemas burocráticos, que chega a prejudicar o atendimento no local.

A situação foi constatada após o órgão realizar uma vistoria no hospital nesta quarta-feira (9), junto com membros do Ministério Público Federal (MPF). Segundo o MPE, uma ala totalmente reformada com quatro leitos-dia não estava internando pacientes porque houve um erro da Vigilância Sanitária do Município de Belém no documento de habilitação do atendimento.

A vistoria ainda apontou a falta de leitos de retaguarda, em outros hospitais, para situações excepcionais em que o Barros Barreto não possa atender toda a demanda. Para isso, foi proposto ao hospital que seja feito um acordo para que a Santa Casa de Misericórdia funcione como retaguarda, após treinamento de profissionais.

O hospital ganhou novos equipamentos, mas estão parados por falta de verba e profissionais. (Foto: reprodução/MPE)

O Ministério Público também afirma que o Barros Barreto passou por reformas em várias alas, com aquisição de equipamentos novos de ressonância magnética e tomografia computadorizada, mas que alguns estão parados por causa de problemas legais e financeiros que o hospital enfrenta, afetado pelo corte geral de verbas da saúde e da educação, o que impede a realização de alguns procedimentos.

Além disso, 23 leitos novos não podem receber pacientes enquanto não for contratado pessoal e houver mais verba para custeio. Outros 46 estão fechados para reforma, mas não poderão ser reabertos. É ainda o caso das novas instalações de cirurgia, paradas por falta de profissionais de saúde.

MPF e MP deverão propor formas de assegurar que a Universidade Federal do Pará e a Prefeitura de Belém cedam pessoal e verba de custeio.

(DOL com informações do MPE)

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