Estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Nossa Senhora de Guadalupe, no Tapanã, em Belém, voltaram a denunciar as péssimas condições do ambiente escolar. No dia 24 de março, pais, alunos e professores foram às ruas do bairro para protestar contra a falta de bomba de água, que havia sido roubada, e já estava há seis meses sem reposição.
Imagens enviadas à redação do DIÁRIO DO PARÁ mostram a situação da unidade de ensino. As salas são divididas por compensados quebrados, o que atrapalha a concentração dos alunos no conteúdo ministrado em aula. Em época de calor forte, os estudantes padecem com a falta de ventiladores em funcionamento.
Ontem, a reportagem do DIÁRIO DO PARÁ foi ao local e, mesmo do lado de fora da escola, deu para perceber uma enorme quantidade de mato no terreno do local. Uma funcionária que não quis se identificar contou que desde o protesto de março, a única coisa que mudou foi a aquisição da bomba. Porém, relatos de alunos mostram uma preocupação com a qualidade da água que é servida na escola. Segundo eles, o líquido é colocado em um balde de margarina e possui uma torneira improvisada para retirar a água do recipiente.
Os estudantes dizem ainda que os banheiros masculino e feminino possuem problemas semelhantes: portas quebradas ou encostadas prejudicam a privacidade dos estudantes. De acordo com o aluno Renan Souza, de 13 anos, que cursa a sétima série, os banheiros são fedorentos e as descargas não funcionam. Já a aluna da sétima série, Sabrina Melo, de 14 anos, diz que o banheiro feminino possui compartimentos para quatro vasos sanitários, mas apenas um está com porta. “Aqui não tem pias e as torneiras não funcionam”, afirma. Uma imagem da quadra de esportes mostra o ambiente totalmente esquecido: as traves estão tortas e com material enferrujado.
O DIÁRIO tentou contato com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mas até o fechamento desta edição, não teve retorno.
(Diário do Pará)
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