Promessas de emprego, estudo, liberdade e uma vida melhor. Esses são alguns motivos pelos quais 66% dos casos de aliciamento no Pará, notificados pelos órgãos do Estado, entre os anos de 2012 e 2014.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Justiça, a região Norte apresenta o maior número de rotas do tráfico de pessoas e todo o país. Ainda segundo o relatório, existem 76 rotas só no Norte do Brasil, liderando o ranking.
“A Amazônia é um complexo com inúmeras condições que levam muitas pessoas a um caso de vulnerabilidade e que podem virar um objetivo de tráfico”, explicou a defensora pública da União, Rita Oliveira.
De acordo com a Coordenadoria de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (CTETP), uma das maiores dificuldades para combater o problema é a falta de informação a respeito do crime.
“Um dos principais obstáculos para a pessoa em situação de trafico é denunciar ou pelo menos pedir ajuda. Isso ocorre, muitas vezes, por causa do medo que as pessoas têm dos aliciadores”, ressaltou a coordenadora do CTETP, Leila Silva.
Para diminuir esses índices de tráfico de pessoas no Estado, representantes municipais, estaduais e federais, sociedade civil organizada, estudantes e pesquisadores se reunirão para trocar experiências e debater ações de combate e prevenção ao tráfico de pessoas em todo o Estado.
O “II Seminário Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: Interlocução entre as Políticas para Fortalecimento da Rede” será realizado nos dias 17 e 18 de setembro, em uma faculdade particular localizada na rodovia BR-316, Região Metropolitana de Belém.
(DOL com informações da Agência Pará)
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