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Prefeitura abandona construção de praça

Cercado por mato e restos de materiais de construção, um espaço onde deveria existir uma praça pública está abandonado, no bairro de Val-de-Cans, em Belém. Mangueiras e outras espécies arbóreas foram derrubadas para o início da construção do que, segundo

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Cercado por mato e restos de materiais de construção, um espaço onde deveria existir uma praça pública está abandonado, no bairro de Val-de-Cans, em Belém. Mangueiras e outras espécies arbóreas foram derrubadas para o início da construção do que, segundo promessas do prefeito Zenaldo Coutinho, seria uma praça, na Avenida Arthur Bernardes, no Conjunto Promorar. Mas, segundo os moradores, a obra parada desde agosto e não há previsão de quando será retomada pela Prefeitura.

Aos moradores, restaram a indignação e a decepção. “De uma hora para outra, a Prefeitura veio e tirou os materiais das obras. Há 15 dias, aproximadamente, a placa caiu e também foi levada”, lamenta o aposentado Galeno Amaral, 70 anos. “Só ficaram o descaso e o abandono”. Galeno conta que o projeto dos moradores para o espaço era a construção de duas áreas, para adultos e crianças. De um lado, seriam colocados equipamentos para atividade física ao ar livre e, do outro, brinquedos. Nada, porém, foi feito.

No local, ficaram apenas pequenas estacas de madeira espalhadas, um chão de terra batida, coberto de pedras, e muito mato. Até a calçada que cercava o lugar foi totalmente destruída. Na opinião do autônomo Paulo dos Santos, 54, o espaço poderia ter sido melhor utilizado, se houvesse um planejamento consistente e efetivo por parte da Prefeitura.

Ele conta que mora no conjunto há mais de 20 anos e que acreditava que os serviços seriam finalizados. “Agora, só existe mato. Para as crianças, resta ficar em casa, sem opções de lazer”.

Para minimizar a situação, os próprios moradores coletam dinheiro para a limpeza da área. “Algumas pessoas colaboram com R$ 30 para pagar um senhor que geralmente faz a limpeza. Se não fosse assim, a situação seria bem pior”, conta a comerciante Arlete Ferreira, 63 anos. Procuradas pelo DIÁRIO, a Prefeitura de Belém e a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) não se manifestaram, até o fechamento desta edição, sobre a paralisação da obra e nem sobre as reclamações dos moradores.

(Wal Sarges/Diário do Pará)

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