plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 30°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Falta de medicação prejudica crianças em Belém

Apesar da distribuição da substância somatropina – conhecida como hormônio do crescimento -, de forma gratuita, seja garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a técnica em enfermagem Dilque de Oliveira, 40 anos, vem enfrentando problemas para ter acess

twitter Google News

Apesar da distribuição da substância somatropina – conhecida como hormônio do crescimento -, de forma gratuita, seja garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a técnica em enfermagem Dilque de Oliveira, 40 anos, vem enfrentando problemas para ter acesso ao medicamento utilizado pelo filho de 9 anos. Cadastrada na Unidade de Referência Especializada Materno Infantil (Uremia), da travessa Alcindo Cacela desde 2012, a criança está desde o dia 1º deste mês sem receber o remédio.

Acompanhada de outras mães que estão enfrentando o mesmo problema desde junho deste ano, Dilque aponta que a explicação recebida no posto de distribuição é de que os remédios disponíveis já foram distribuídos e que as famílias devem aguardar a nova remessa. Porém, a preocupação da técnica em enfermagem é de que seu filho tenha interrompido o tratamento destinado a pessoas que têm deficiência no hormônio do crescimento.

Ela explica que precisa recorrer mensalmente à Promotoria da Infância e da Juventude, do Ministério Público Estadual (MPE), para garantir o direito ao remédio. Já que o filho utiliza uma ampola da substância por dia, Dilque estima que, caso tivesse de comprar o medicamento, o gasto seria de R$2.900 por mês. “É um medicamento muito caro e as famílias não têm condições de arcar com isso”.

RECURSO

Obrigada a interromper o tratamento do filho em setembro de 2014 em decorrência do mesmo problema, a advogada Jacilene Fernandes, 45 anos, já recorreu à Justiça para que o direito da criança fosse assegurado. Constatando a mesma dificuldade neste ano, porém, ela teme que, mais uma vez, o desenvolvimento não apenas do filho dela, mas de todos que precisam, fique prejudicado. “Eles nos dão o telefone da farmácia para ficarmos ligando pra saber quando o medicamento já estiver disponível. Só que, até agora, a medicação não chegou. Quando chega, é muito pouco e não dá para todos”.

Com a decisão da ação judicial movida no ano passado em mãos, a advogada destaca que 65 mães decidiram se unir para cobrar o cumprimento do direito e impedir que as crianças tenham de parar de tomar o remédio. O grupo deve se reunir novamente com a Promotoria da Infância e Juventude do MPE na próxima terça-feira (10), às 9h. “O meu filho está com 12 anos e vai precisar tomar o remédio até por volta de 17 anos. Como vai ficar o tratamento dele?”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) afirmou que a responsabilidade pela distribuição do hormônio do crescimento é do Estado. Porém, que o repasse é feito pelo Ministério da Saúde. A nota diz ainda que “o repasse não é feito em sua integralidade, o que compromete o orçamento devido ao alto custo do remédio” e que “já foi feito o processo de licitação para a aquisição do medicamento e aguarda o recurso para efetuar a compra da somatropina”.

GASTO

R$ 2.900 é quanto uma família pode gastar, por mês, com a compra do hormônio somatropina.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!