Diante da perspectiva de que a expectativa de vida do brasileiro chegue a 76 anos em 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qualidade com que as pessoas vêm envelhecendo também passa a ser alvo de discussões. No último sábado (7), no campus básico da Universidade Federal do Pará (UFPA), cerca de 150 estudantes e profissionais da área da saúde participaram do 2º Simpósio Interdisciplinar em Gerontogeriatria.
Coordenadora do evento e enfermeira, a professora Daiane de Souza Fernandes aponta que o envelhecimento ativo reflete diretamente na saúde da pessoa que se torna idosa. Apesar de ter relação com a prática de exercícios físicos e controle da alimentação, Daiane aponta que o envelhecimento ativo requer o desenvolvimento de uma série de aspectos que fazem parte do cotidiano. “O conceito permeia a qualidade do envelhecimento do idoso culturalmente, socialmente, espiritualmente e com a família para que ele consiga manter sua autonomia”.
A busca pelo envelhecimento ativo envolve a atuação de profissionais não apenas de enfermagem, mas também de serviço social, fisioterapia, terapia ocupacional e de educação física. Segundo a professora, uma das atividades que, normalmente, acabam auxiliando os idosos a buscar um envelhecimento com maior qualidade é justamente a participação em grupos de convivência. “A participação em grupos de convivência serve de estímulo e torna mais fácil o desenvolvimento de práticas do envelhecimento realmente ativo”.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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