Moradores do bairro da Pratinha II estão, há 6 meses, sendo penalizados, porque duas pontes de madeira estão quebradas. Na rua Paulo Guilherme, a ponte não suportou o peso de um caminhão. Desde então, apenas motos e bicicletas passam pelo local. O morador Jorge Silva, 56 anos, conta que, pela parte da noite, a situação é mais complicada pela falta iluminação pública. “Além do perigo de quedas, tem o problema de assaltos”. Max Costa, 47, diz que a dificuldade é maior para quem tem carro. “A gente fica impedido de passar”.
Na última quarta-feira, a estudante Rita Chagas, 57, passava de bicicleta pela ponte quando se desequilibrou e caiu. Ela conta que sofreu uma lesão no nariz. Em outra ponte, na rua Piedade, os moradores fizeram remendos na estrutura. Porém, eles temem que a ponte desabe com a chegada do inverno. “Meu filho de 5 anos sofreu um acidente doméstico. Como não passa ambulância aqui, por causa da ponte quebrada, tive de levá-lo no colo para o posto”, disse a mãe, Valdilene Mendonça, 29.
Segundo ela, aliados do prefeito Zenaldo Coutinho estiveram no bairro, em 2014, para prometer melhorias. Porém, até agora só o que restou foi frustração e revolta. “O pior é que não tenho expectativa de melhorias pro meu bairro”, lamenta o líder comunitário, José Souza, 65. A Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) afirmou que a Prefeitura avaliará a situação das pontes para possível recuperação.
(Wal Sarges/Diário do Pará)
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