De forma anônima, a mãe de um paciente do Hospital Ophir Loyola (HOL) denunciou ao Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa) a venda de leito para o filho que sofre de câncer. Segundo o Sindmepa, o valor cobrado pela internação seria de R$ 500,00.
Para o diretor do Sindicato, Dr. Wilson Machado, essa situação é inaceitável. Por isso, o Sindmepa oficializou um pedido junto à direção do HOL para entrar com sindicância e investigar a frequência com que isso ocorre no hospital. Porém, a direção, de acordo com Machado, não aceitou o pedido.
“Sabemos que a demanda de pacientes é superior ao de leitos e que o ideal seria que houvesse leitos disponíveis para todos no Estado. A cobrança de taxas por serviços públicos é grave, por isso vamos pressionar o diretor do Hospital para descobrir se a venda de leitos é recorrente no HOL”, relatou Machado. A partir da repercussão do caso, o Sindmepa planeja entrar no Ministério Público do Estado do Pará (MPE) com um pedido de intervenção para que as responsabilidades sejam apuradas. De acordo com ele, há fila para cada uma das fases, desde a consulta médica com especialista que pode demorar meses, até a internação, que em último caso pode resultar até na morte do paciente antes dele conseguir o leito.
Em nota, o Hospital Ophir Loyola informou que recebeu ofício do Sindmepa, protocolado na instituição no dia 14/10/2015, sobre a possível venda de leito por um servidora para um senhora que acompanhava o irmão em tratamento no Ophir Loyola. "No dia 4 de novembro, a direção do hospital escreveu ofício, recebido no dia 06/11/2015 pelo Sindicato, repudiando veemente qualquer ato de corrupção praticados por servidor público ou por usuário do SUS, em detrimento da saúde pública, que como direito fundamental deve ser protegida e respeitada pelas autoridades competentes", diz um trecho da nota enviada. "A diretoria comunicou ainda que a conduta ao tomar conhecimento de qualquer irregularidade na prestação do serviço público de saúde, é sempre no sentido de promover a apuração de eventuais responsabilidades, seja por intermédio da instauração de sindicância ou Processo Administrativo (PAD), quando o ilícito é perpetrado por servidor público, seja através de comunicação aos órgãos competentes para as providências cabíveis, quando se trata de particularidades de usuários do SUS", completa.
A direção do hospital ressaltou que "até o presente momento o Sindicato se manteve omisso, pois não informou o nome do servidor que teria cometido o ato ilícito e desumano, impossibilitando assim o esclarecimento e a aplicação das medidas legais necessárias".
(DOL com informações de Wal Sarges/Diário do Pará)
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