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Corpo de Bombeiros vai apurar morte do sargento

A morte do bombeiro militar Cláudio Silvestre, de 42 anos, foi considerada uma fatalidade pelo comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Nahum Fernandes da Silva. O sargento Silvestre, como era chamado, foi encontrado morto na manhã de domingo (27),

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A morte do bombeiro militar Cláudio Silvestre, de 42 anos, foi considerada uma fatalidade pelo comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Nahum Fernandes da Silva. O sargento Silvestre, como era chamado, foi encontrado morto na manhã de domingo (27), próximo à ilha de Cotijuba. Ele foi sepultado nesta segunda-fera (28).

Silvestre estava desaparecido desde a sexta-feira (25). Ele estava voltando de uma ação em Cotijuba quando o bote em que navegava teve problemas mecânicos. Para fugir do frio, ele entrou na água, mas acabou sendo arrastado pela correnteza.

As circunstâncias do acidente que vitimou o militar serão apuradas. “Os profissionais do meio aquático, como era o sargento Silvestre, estão preparados para qualquer ação de urgência e emergência nesse ambiente. Foi realmente uma fatalidade. Vamos abrir um procedimento para que possamos apurar a real causa do acidente e da pane no barco onde os bombeiros estavam”, disse o Nahum Fernandes.

O enterro aconteceu sob um clima de grande consternação da família, que não quis falar sobre a tragédia, e também dos colegas de trabalho. Em cima do caixão do Sargento, foram colocadas medalhas que o militar recebeu durante os seus 24 anos de corporação. Os pais do bombeiro militar receberam uma bandeira do Corpo de Bombeiros.

“Ele era um militar muito dedicado, disciplinado, correto, sempre foi responsável em suas atitudes e serviu de exemplo para muitos colegas. A missão dele foi concluída. Estava escalado em pleno feriado, enquanto pessoas se divertiam. Então, ele tem que ser enterrado, sim, como herói”, declarou o tenente coronel Roger Teixeira, comandante do Grupamento Marítimo Fluvial do Corpo de Bombeiros.

Denúncia

Uma grave denúncia apurada pelo DIÁRIO seria de que a embarcação não tinha equipamentos básicos de segurança para os militares que atuam no Grupamento Fluvial.

Segundo uma fonte de dentro dos Bombeiros, não havia coletes nem flutspuma (equipamento próprio para flutuação) a bordo, o que obrigou os dois bombeiros a ficar segurando no bote, enquanto esquentavam os corpos na água, até serem arrastados pela correnteza.

Se essas informações forem confirmadas, o Governo do Estado pode ser responsabilizado pelo episódio, por não ter oferecido equipamentos obrigatórios aos militares.

(DOL com informações da Agência Pará)

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