O município de Vigia de Nazaré foi criado em 6 de janeiro de 1616, seis dias antes da fundação da também paraense Belém do Pará por Francisco Caldeira Castelo Branco durante sua expedição de conquista do Grão-Pará. Os primitivos habitantes da região foram os índios Tupinambá. Viviam na aldeia Uruitá. Neste aldeamento, os colonizadores construíram um posto fiscal para fiscalizar as embarcações que abasteciam Belém. Esta é a origem do nome do local.
Na cidade onde é celebrado o Círio mais antigo do Pará, o sagrado e o profano convivem em harmonia. Basta caminhar poucos metros, nas ruas estreitas de Vigia de Nazaré, para se sentir em um outro tempo histórico, tamanha é relação que o local ainda guarda com o passado. E o mesmo acontece com quem procura agitação. Diversos bares, casas de show e uma orla com vista privilegiada no rio Guajará Mirim estão disponíveis todos os meses do ano, em especial durante o carnaval, quando a cidade recebe o maior número de visitantes.
O Círio de Vigia é considerado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial. Durante os quatro quilômetros de romaria, da Igreja São Sebastião à Igreja Matriz, Vigia para para ver Maria de Nazaré.
“A história de Vigia se confunde com a evangelização que deu início ao Círio e à fundação da cidade. Nós temos que preservar e valorizar a procissão porque ela faz da cultura vigiense, que acaba se confundindo com a própria festividade”, explica.
No Carnaval, a alegria e a irreverência pedem passagem em milhares de fantasias dos brincantes que seguem os blocos ‘As Virgienses’ e ‘Os cabraçurdos’, os mais tradicionais da cidade. De acordo com os organizadores da festa, pelo menos 80 mil pessoas participam do arrastão.
Bloco das Virgienses faz a alegria dos foliões no tradicional carnaval do município. (Foto: Agência Pará)
A maioria vestida de personagens inspirados no cinema, na literatura infantil, em artistas nacionais e, claro, muitos homens vestidos de mulheres. O desfile de blocos em Vigia encerra com o “Gaiola das Loucas”, que chama a atenção para o respeito e a tolerância ao público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).
Aonde ir:
Balneário Santa Rosa: A vinte minutos de Vigia, o local concentra a agitação diurna das férias. Logo no começo do caminho que leva às águas refrescantes do igarapé, uma escola, igreja e alguns restaurantes mostram que não só turistas, mas dezenas de famílias também se encantaram com a natureza do local e fizeram o distrito de Santa Rosa o seu lar. No verão, carros de piquenique lotam o acostamento da rodovia e levam banhistas em busca de bares com muita música e apresentações culturais.
Igreja de Pedra: No centro da cidade, de frente para o rio, a Capela do Senhor dos Passos é ícone de imponência. Original do século XVIII, pelos jesuítas e com mão de obra indígena, ela foi construída toda em pedras sobrepostas e sem reboco. No seu interior, estão imagens e antigas peças em mármore, como um museu. Os artesãos fazem miniaturas da igreja e vendem para turistas como lembrança da cidade.
Como chegar:
O acesso rodoviário é feito pela BR-316 e PA-140.
Área: 533 km²
População: 47.902 habitantes, segundo o IBGE
Distância: 101 km de Belém
(DOL )
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