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Chuvas alagam ruas em vários bairros da capital

O final de semana foi de transtornos em algumas ruas de Belém por causa dos alagamentos. Os mais afetados foram os moradores dos bairros da periferia ou os que vivem próximos aos canais. O aposentado Marcos Paulo de Oliveira, 88 anos, mora na Conselheiro

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O final de semana foi de transtornos em algumas ruas de Belém por causa dos alagamentos. Os mais afetados foram os moradores dos bairros da periferia ou os que vivem próximos aos canais. O aposentado Marcos Paulo de Oliveira, 88 anos, mora na Conselheiro Furtado, próximo a um canal, no bairro de Canudos. Ontem, ele olhava o aguaceiro que tomou conta da avenida e se sentiu aliviado por ter aumentado o nível da calçada, para tentar impedir a entrada da água na sua casa.

Marcos conseguiu evitar que o alagamento chegasse dentro de sua moradia, mas a chuva que caiu na tarde de ontem deixou a avenida onde ele vive praticamente intrafegável. “Isso sempre foi assim. É só chover para a água do canal transbordar e entrar nas casas. Vem junto toda sujeira da rua, do canal. Tudo contaminado”, reclama.

A chuva durou cerca de duas horas. O suficiente para complicar a vida de muitas pessoas. A travessa Teófilo Condurú entre os canais da Conselheiro e da Gentil Bitencourt, era um dos pontos mais críticos. A comerciante Maria da Penha Silva, 46 anos, afirma que também teve de gastar dinheiro com obras para também evitar que a sua casa fosse invadida pela água suja da rua. “Já aumentamos a calçada. Quando a chuva é muito forte, a gente coloca uma chapa de ferro para a água não invadir”, afirma. Entretanto, ela diz que nem sempre consegue impedir que o imóvel fique alagado. “Às vezes a gente não tem condições de driblar. Uma vez a água ficou na cintura”, lembra.

Há 6 anos trabalhando no pequeno comércio de lanches, ela diz que já perdeu clientes porque não havia condições de entrar na loja alagada. “Tem gente que perdeu mercadoria porque a água invadiu e contaminou os produtos. Outros vizinhos também precisaram aumentar a calçada para não ter mais prejuízos”, diz.

MARÉ

Para o comerciante Rosivaldo Caridade, 48 anos, que também trabalha na Teófilo, a cheia da maré agrava o problema, uma vez que acumula com a água da chuva. Na rua Oswaldo Coelho, no bairro do Curió Utinga, Dirceu Lopes, 35 anos, afirma que o acúmulo de lixo nos canais e bueiros contribui para o alagamento. “Esse final de semana foi o ápice. A chuva que caiu só ajudou a transbordar os bueiros que a Prefeitura de Belém não limpa há tempos”, reclama.

(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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