Reunindo talk show, com entrevista ao vivo de especialistas sobre a memória belenense, intercalado de performance com músicas, encenações teatrais e de dança, na noite do último sábado, 16, a capital paraense foi contemplada com a abertura da edição 2016 do “Mural Cultural”, com o tema: “Belém – Quatro Séculos de Belezas, Arte e História”. O evento, que foi organizado pelo Grupo RBA, teve o patrocínio da Vale, e ocorreu no Sesc Boulevard.
Durante o bate-papo, o público, que ocupou toda plateia do teatro, teve a oportunidade de ouvir relatos sobre a história e as transformações da capital do Pará, ao longo dos seus 400 anos. Entre os convidados estavam os professores Helder Bentes e Paulo Nunes, e o historiador e escritor Jaime Cuellar Velarde, que em um tom suave, bem-humorado e simples, esclareceram as dúvidas e curiosidade dos participantes.
No miniespetáculo cênico, ao som do grupo Versivox, o público teve a oportunidade de assistir às performances das atrizes Dora Amorim e Tábita Veloso, que representaram um embate poético entre duas personagens instigantes: de um lado, uma figura feminina da capital paraense, que perdeu suas principais lembranças, e por isso pouco recorda sobre seu passado. De outro, a memória saudosista e latente de uma Belém que busca reviver o seu tempo de glória. Tudo com a coordenação de Carlos Correia Santos.
Pela primeira vez no evento como este, o estudante de Arquitetura e Urbanismo Raimundo Neves Lobato, 20, viu Belém sob um olhar cultural, faceta pouco vivida por quem mora na capital das mangueiras. “Foi uma forma de viver a cultura e com a história ao mesmo tempo”, afirmou, dizendo ainda que programações como esta deveriam ser mais incentivadas em uma cidade que tem muito a se revelar de dentro para fora. “Tudo que temos não mostramos. As pessoas não conhecem”, lamentou.
Para o diretor geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, Belém foi presenteada com um evento de tamanha importância cultural para a cidade. “Mais uma vez, a RBA, em parceria com a Vale, está devolvendo a Belém um presente”, exaltou. Para o diretor, a programação que teve início em 2015 ganhou força e vai continuar nos próximos anos, com o objetivo de fortalecer a diversidade cultural paraense. “Em 2016 ampliamos para dois espetáculos. E, ano que vem, a iniciativa terá continuidade”, garantiu.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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