Um empresário do município de Igarapé-Açu, nordeste paraense, viveu momentos de terror nas mãos de sequestradores, no último domingo (14). Segundo o tenente-coronel França, da Polícia Militar, por volta das 11h, 3 homens com pistolas e encapuzados fizeram de refém Wenigthon Dislei Costa Pereira, 50 anos, em um terreno de sua propriedade, em uma área afastada do centro de Igarapé-Açu. Ele só foi libertado pouco depois das 22h.
Ainda de acordo com o oficial da PM, sob grave ameaça, os criminosos conduziram Wenigthon Dislei Costa Pereira dentro do próprio carro até a casa dele, situada no centro de Igarapé-Açu. Segundo Wenigthon, os criminosos afirmavam que ele tinha grande quantidade em dinheiro guardada em sua residência. Populares perceberam a movimentação estranha vindo de dentro do imóvel e acionaram a Polícia Militar.
Chegando ao local, o sargento Oliveira e o cabo Torres, de serviço na viatura 0530, foram recebido a tiros, disparados pelos três bandidos. Um dos disparos atingiu o colete balístico do cabo Torres.
A bala transfixou o colete e atingiu superficialmente o abdômen do policial. Ele foi socorrido e levado para o hospital público daquele município, onde o projetil foi retirado. Cabo Torres já recebeu alta médica e passa bem com a família. A bala não atingiu nenhum órgão da vítima, segundo os médicos que atenderam o paciente.
Enquanto aos bandidos, eles saíram com o empresário dentro de um carro modelo S-10, cor branca, em direção a vila de São Luiz, zona rural de Igarapé-Açu. Outra guarnição da Polícia Militar percebeu a movimentação e fez o acompanhamento pela rodovia PA-320.
Na localidade de Porto Seguro os acusados abandonaram o carro na estrada e se embrenharam em uma área de matagal. A área foi cercada por policiais militares daquele destacamento e por policiais militares do Grupamento Tático Operacional (GTO) da cidade de Castanhal.
O empresário só foi liberado na altura do km 4 de uma antiga estrada que dá acesso ao município de Maracanã. A vítima informou que os sequestradores conseguiram roubar R$ 2 mil e mais um cordão de ouro, que foi arrancado de seu pescoço.
O tenente Botelho, comandante do 19º pelotão, informou que “foram feitas buscas e barreiras nas estradas dos municípios de Magalhães Barata e Maracanã, mas os sequestradores não foram presos”.
(Tiago Silva/Diário do Pará)
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