Os torcedores do Clube do Remo e Paysandu tiveram muitas dificuldades, no final de semana, para conseguir transitar pela parte externa do estádio Mangueirão, palco dos jogos das semifinais do primeiro turno do Parazão 2016. Na edição de sexta-feira (26), o DIÁRIO já havia alertado para as péssimas condições do espaço.
Os arredores da principal praça esportiva paraense estavam tomados pela lama e buracos, o que irritou os torcedores, sobretudo os do Remo, que jogou no sábado, contra o Independente. A chuva que desabou 2h antes do confronto só fez piorar o que já era ruim.
Os torcedores tiveram de driblar o lamaçal, sobretudo às proximidades das bilheterias do setor “A”, por onde entra a maior parte da torcida remista. “Como é que querem incentivar a ida do torcedor ao campo se o Governo do Estado e a Prefeitura não cumprem a parte deles?”, preguntou o bancário Luis Freitas, enquantose equilibrava na pista.
Os vendedores ambulantes também lamentaram o descaso, pois poucas pessoas resolveram passar algum tempo fora do estádio, já que não havia local minimamente confortável para pesquisar algum produto do clube à venda, ou até mesmo para o consumo de bebidas.
RECLAMAÇÕES
Ontem, por ocasião do jogo envolvendo Paysandu e Águia, a situação não foi tão dramática quanto no sábado, pois o tempo foi mais generoso. Ainda assim, não faltaram reclamações. “Cheguei de ônibus. Para entrar no estádio tive de passar por toda essa lama. Isso é um absurdo, uma falta de respeito”, declarou Marcela Amorim, estudante de 21 anos.
Para o cadeirante Carlos Sampaio, 46 anos, a situação era ainda pior porque, além da dificuldade que sentiu de atravessar a rua, ainda teve de enfrentar a lama dentro do estádio. “Não tem por onde passar. Logo se vê que deficientes não têm direito de se divertir em Belém”, lamentou.
(Diário do Pará)
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