Na manhã desta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), deputados estaduais fizeram duras críticas à Prefeitura Municipal de Belém por causa de problemas na saúde, na cultura e no trânsito.
Um dos deputados que se pronunciou sobre os problemas na saúde foi Carlos Bordalo, do PT. Ele comentou não somente os problemas na saúde, como também em outras áreas de Belém, como na cultura. Para isso, citou o exemplo do prédio da Fumbel. Ele seria o retrato do abandono com a cultura e estrutura da cidade. Bordalo destacou ainda que este ano a população de Belém tem uma chance para mudar este panorama, já que em outubro serão realizadas as eleições muncipais.
Outro assunto que foi destacado foi a retirada de uma máquina conhecida como “carrinho de anestesia” do PSM do Guamá e levar para o da 14. O caso foi denunciado em primeira mão pelo DIÁRIO no dia da reinauguração do Hospital Pronto-Socorro Mário Pinotti, o PSM da 14. Apesar da matéria do DIÁRIO e do DOL terem sido acusadas pela Prefeitura de não serem verdadeiras, o Minsitéro Público do Estado está investigando a situação.
O caso está nas mãos do procurador Nelson Medrado, que possui ainda o boletim de ocorrência registrado por seis médicos plantonistas do Pronto-Socorro Municipal Humberto Maradei (PSM do Guamá) na manhã da última quinta-feira (25). No documento, os profissionais atestam que estavam sem equipamentos necessários para a realização de cirurgias de emergência. No momento em que o Boletim foi registrado (às 10h43) havia, segundo informações dos médicos, 9 pacientes em estado grave. Na madrugada, haviam morrido 2 pacientes.
O Ministério Público do Estado (MPE) vai apurar se houve relação entre as mortes e a falta de material para as cirurgias. Entre os equipamentos que faltavam estavam os carrinhos de anestesia, essenciais para o monitoramento dos sinais vitais durante as cirurgias.
O PSM do Guamá contava com dois carrinhos: um deles, o mais novo, teria sido levado ao PSM da 14 na tarde de quarta-feira, 24, véspera de festa de inauguração do Hospital Pronto-Socorro Mário Pinotti (PSM da 14) - que ainda não começou a funcionar – para compor o cenário que seria apresentado à imprensa. O outro equipamento teria deixado de funcionar obrigando os médicos a suspenderem a cirurgia. O Ministério Público quer saber quem autorizou a retirada dos equipamentos e a relação destas com as mortes. Se a culpa do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho for comprovada, ele responderá pelo crime de homicídio doloso - quando há a intenção de matar ou o autor assume o risco de matar alguém -, com pena de 6 a 20 anos de prisão.
Quem também se pronunciou foi o deputado Lélio Costa, do PCdoB. Ele destacou o verdadeiro caos por que passam diariamente os moradores de bairros como Parque Verde, Tapanã, Bengui, Maguari, Tenoné e os distritos de Outeiro e Icoaraci, que dependem da avenida Augusto Montenegro para acessar o centro da capital do estado. As queixas são principalmente pela demora na execução bem como pelo problemas na via, como buracos, água parada e muita lama.
(DOL)
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