Na altura do Km 5 da Avenida Augusto Montenegro, os riscos oferecidos pelas condições da via afetam a todos. Deformando não apenas o asfalto, como também boa parte das calçadas, enormes buracos prejudicam, além da trafegabilidade de motoristas de ônibus, caminhões e motos, os próprios pedestres que precisam caminhar muito próximo dos veículos. O problema já havia sido relatado pelo DIÁRIO no último dia 25 de fevereiro. Ontem, porém, a situação continuava a mesma.
Um dos perímetros mais complicados está na entrada do Conjunto Sideral, no km 5. A área destinada à circulação dos veículos está reduzida por causa das obras do BRT; o asfalto já quase não consegue ser visualizado em alguns trechos em decorrência da terra proveniente dos serviços realizados na pista; os buracos no asfalto ficam perto uns dos outros e são enormes. Como consequência, o trânsito se mantinha praticamente parado já por volta de 10h, horário que já nem é considerado de pico.
Mototaxista, Francisco Alves, 39 anos, já não consegue se livrar do congestionamento nem mesmo no veículo que oferece maior agilidade. Seguindo pelo trecho no perímetro que vai de Icoaraci para o centro de Belém, é muito difícil conseguir trafegar mais do que alguns poucos metros sem se deparar com um buraco. O risco para os que andam sobre duas rodas é cair da moto. “Tá complicado porque o risco da gente cair aí é grande. Os buracos são enormes, a gente nem tem como desviar”.
Como alternativa, a opção escolhida por muitos motoqueiros está em usar a calçada. Solução ainda mais perigosa já que o calçamento se encontra bastante deteriorado e deveria ser de uso dos pedestres. Exercendo, em momentos diferentes, tanto o papel de passageira dos veículos, como de pedestre, a funcionária pública Maria de Jesus, 63 anos, tem medo de circular pela Augusto Montenegro. “Está muito difícil. A calçada não condiz com a nossa necessidade. Quem pode andar já passa dificuldade, imagina quem é cadeirante”.
PERIGO
Enquanto a mulher se mantinha parada na calçada cheia de buracos, o trânsito de motoqueiros que passava muito próximo era o maior sinal de perigo. “Eles passam por aqui porque a rodovia está cheia de problemas, mas com isso a gente fica mais inseguro ainda”, disse, sem deixar de se queixar sobre os atrasos que a situação tem provocado. “Os ônibus já demoram pra chegar, e com esse problema dessa obra, está quase impossível chegar no nosso destino a tempo”. Procuradas, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) e a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) não se pronunciaram sobre os problemas até o fechamento desta edição.
ÁGUA PARADA
Como se não bastassem os problemas ocasionados no trânsito pelos buracos e a ausência de calçadas na avenida Augusto Montenegro, os ‘corredores’ realizados na pista em decorrência das obras do BRT estavam cheios de água parada, durante a manhã de ontem.
Acesso ao Mangueirão será complicado
Amanhã é dia de clássico e o público esperado é de 25 mil pessoas. Chegada e saída das torcidas serão difíceis Os problemas na avenida se estendem por quilômetros. Já na entrada do Estádio Jornalista Edgar Augusto Proença, o Mangueirão, os transtornos causados pela obra do BRT parecem ainda maiores. Ocupando toda a área que seria destinada à calçada, tratores ainda trabalhavam na manhã de ontem, a apenas dois dias do clássico jogo entre Remo e Paysandu, para qual é esperado um público de 25 mil pessoas. É difícil imaginar como será o acesso dos torcedores. “Isso aqui não tem a menor condição! Se agora já fica assim, imagina no dia do jogo”, reclamou o autônomo José Freitas, 40 anos.
(Cíntia Magno/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar