Em mais um dia de Mobilização Nacional contra o Aedes aegypti, o ministro da Secretaria dos Portos da Presidência da República (SEP), Helder Barbalho, alertou os funcionários do órgão sobre a importância da prevenção contra as picadas do mosquito. “Na minha região, o Pará, a dengue é muito comum. Minha esposa já teve três vezes. É algo extremamente grave e nenhum de nós está imune. Precisamos fazer a prevenção”, alertou o ministro, em palestra interativa com aproximadamente 100 funcionários, realizada no auditório da SEP.
Helder Barbalho contou aos funcionários presentes à palestra como aprendeu, ao participar da primeira ação governamental contra o mosquito, no Porto de Santos, sobre a importância da mobilização das pessoas, principalmente em áreas no entorno de possíveis focos. “Escolas e igrejas têm capilaridade extraordinária. Todos nós podemos fazer a nossa parte, 10 minutos por dia. Conto com vocês como meus fiscais”, pediu o ministro aos funcionários. “Vamos criar um exército de multiplicadores da prevenção contra o Aedes”, conclamou.
O ministro e os funcionários assistiram a um vídeo informativo sobre as diferenças entre três das doenças transmitidas pelo Aedes: dengue, zika e chikungunya. Eles também ouviram explicações sobre o ciclo de reprodução do mosquito e de como ele se adaptou às áreas urbanas ao longo dos anos, além de conhecerem dados sobre o aumento acentuado nos últimos meses dos casos de microcefalia relacionados ao vírus zika. Ao longo da manhã de ontem, os portos públicos também fizeram sua parte na Mobilização Nacional, com palestras, mutirões e vistorias realizadas em Santos, Belém, Rio de Janeiro, Vitória e Fortaleza.
BACTÉRIA IMPEDE TRASMISSÃO DE MOSQUITO
Trazido ao País pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto de pesquisa “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” é parte de uma iniciativa científica internacional pioneira que estuda o uso da bactéria Wolbachia como uma alternativa autossustentável para o controle da Dengue.
Quando inserida no mosquito Aedes aegypti, a bactéria é capaz de reduzir a transmissão dos vírus dengue e chikungunya. Recentemente, também foi demonstrado que a Wolbachia pode fazer o mesmo em relação ao vírus zika. O projeto realiza estudos no Brasil, Austrália, Vietnã, Indonésia e Colômbia.
A bactéria é passada naturalmente da mãe para os filhotes. “Este é um diferencial do projeto, pois garante a sua autossustentabilidade sem a necessidade de liberações frequentes de Aedes aegypti com Wolbachia”, afirma o pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, coordenador do projeto no Brasil.
(Diário do Pará)
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