Pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2018, o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, esteve em Belém, na manhã de ontem, para participar do Encontro Estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Acompanhado do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, ele não se esquivou de avaliar a situação política e econômica delicada pela qual o país está passando e confirmou a participação do partido no atual governo.
Dando destaque à situação política do país que, para ele, coloca em risco a manutenção da democracia, o ex-ministro apontou o momento como crucial para que reuniões como a ocorrida em Belém sejam organizadas. “Estamos nos reunindo em uma hora em que o Brasil corre riscos extraordinários”, acredita. “Nós, do PDT, nos reunimos para mobilizar nossa militância com duas tarefas: proteger a democracia e seus valores que estão em risco grave neste momento e forçar a mão, suplicar, reivindicar que o Governo mude de rumo”.
Ainda que recebido sob gritos de “Brasil para frente, Ciro presidente” no auditório Benedito Nunes na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde foi realizado o encontro, Ciro Gomes fez questão de destacar que o PDT ainda faz parte da base aliada do Governo. Mas foi contido ao comentar sobre a própria pré-candidatura ao cargo maior do executivo nacional. “Se eu for candidato, será para levar ao País uma proposta de conciliação da melhor energia do país ao redor de um novo projeto nacional de desenvolvimento. Se amanhã o PDT quiser que eu seja candidato, serei com muito entusiasmo”.
Quando questionado sobre o pedido de prisão do ex-presidente Lula pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, o ex-ministro foi enfático ao demonstrar que não concorda com a forma que a situação vem sendo conduzida. “Isso é um dos maiores disparates jurídicos que eu já vi. O Lula nem sequer acusado foi”, afirmou, destacando sua atuação profissional como professor de direito. “Você pedir a prisão preventiva de um homem que nunca se recusou a comparecer à Justiça, que acaba de sair da Presidência da República, que não pode se esconder em nenhum lugar porque é uma das personalidades mais conhecidas do mundo, não passa de um disparate”.
Também presente no encontro, o líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado Federal, senador Paulo Rocha, também fez críticas, quando questionado, à forma como a operação Lava-Jato vem sendo conduzida. “A Lava-Jato é um movimento importante de combate à corrupção. O problema é que politizou-se o processo e de uma forma direcionada por um grupo político, acredita.
(Cíntia Magno/Diário do Pará)
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