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Paraenses pedem impeachment e fim da corrupção

Vestidos nas cores verde e amarelo, milhares de manifestantes caminharam por ruas de Belém, na manhã deste domingo (13), em um ato que pedia o impeachment da presidente Dilma Rousseff e punições para o ex-presidente Lula e para o Partido dos Trabalhadores

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Vestidos nas cores verde e amarelo, milhares de manifestantes caminharam por ruas de Belém, na manhã deste domingo (13), em um ato que pedia o impeachment da presidente Dilma Rousseff e punições para o ex-presidente Lula e para o Partido dos Trabalhadores (PT).

A organização do evento informou que o ato teve cerca de 50 mil participantes na capital paraense, mas a Polícia Militar ainda não divulgou um balanço oficial.

O ato foi acompanhado pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Tropa Choque. Com faixas e cartazes os manifestantes pediam o fim da corrupção no Brasil e deram apoio ao Juiz Sérgio Moro na operação Lava Jato.

O empresário Max Gonçalves, 39 anos, ressaltou a importância do movimento. "Estamos aqui para pedir o fim da corrupção, esse é o momento das famílias se unirem para pedir uma mudança em relação a situação que o país vive. Aqui não tem bandeira partidária, queremos apenas melhorias", disse.

A passeata seguiu pela avenida Nazaré, passou pela travessa Quintino Bocaiúva e chegou até a avenida Visconde de Souza Franco (Doca) após as 11h30.

Ontem, a presidente Dilma pediu paz e respeito às manifestações. "Eu faço um apelo pela paz e pela democracia", afirmou. "Nós vivemos um momento em que as pessoas podem se manifestar, podem externar o que pensam, e isso é algo que nós temos de preservar”.

Milhares de paraenses foram às ruas. (Foto: Ney Marcondes)

Manifestações

A última grande manifestação contra o governo Dilma Rousseff, em março de 2015, levou muitas pessoas às ruas em todo o Brasil. Não houve registros de violência pelas polícias locais.

As manifestações deste domingo ocorrem após três episódios negativos para o PT e o governo nas últimas duas semanas. O primeiro deles foi uma suposta delação premiada feita pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS). O teor da delação, não confirmada por Delcídio, envolve tanto o ex-presidente Lula quanto Dilma em atos para interferir nas investigações da Operação Lava Jato.

Já no último dia 4, o ex-presidente foi levado pela Polícia Federal (PF), em cumprimento de mandado de condução coercitiva. A ação da PF, ocorrida no âmbito da Operação Lava Jato, foi considerada um "ultraje" por Lula, além de muito criticada por membros do governo e pela própria presidenta Dilma.

O último episódio, também envolvendo Lula, foi igualmente criticado pelo governo federal. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pediu sua prisão preventiva, causando revolta nos aliados do ex-presidente. Membros da oposição no Congresso Nacional viram o episódio com cautela.

(DOL)

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